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Motor - Consumo/combustíveis |
| S.O.S. publicado em: 18/01/2001 |
| Enviado por: Diogo Borges (Joinville, SC) |
| Características do carro: Monza GLS 2.0 EFI, 1995, gasolina |
Dúvida: gostaria de saber o consumo do Monza numa velocidade de 100 km/h na estrada com o ar condicionado ligado. E na cidade, também com o ar ligado. E em relação ao Chevette DL 1.6, ano 1993?
Resposta: Diogo, tenho a impressão que a sua preocupação é quanto à relação de custo x benefício em se utilizar o condicionador de ar e, se este for o caso, pode ficar despreocupado, pois andar na estrada com os vidros abertos elevam o consumo a níveis superiores ao de se andar com o condicionador ligado. Agora, na cidade, a coisa muda um pouco de figura, mas leve em consideração o conforto e a segurança adicional que o equipamento lhe oferece. No caso do Monza equipado com condicionador de ar, deve ter um consumo médio de 13 km/l na estrada e de 8 km/l na cidade. No caso do Chevette, o consumo se situa em 13 km/l na estrada e 10 km/l na cidade.
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| S.O.S. publicado em: 18/01/2001 |
| Enviado por: Fernando Carvalho (Salvador, BA) |
| Características do carro: Monza SL/E 2.0, 1990, gasolina |
Dúvida: meu carro está consumindo 6,8km/l. O que posso fazer para melhorar este consumo? Costumo rodar numa velocidade entre 60 a 80 km/h.
Resposta: são muitas as variáveis para a determinação de um consumo médio na cidade. No entanto, considero o valor de 6,8km/l um pouco aquém do que um Monza pode oferecer. Você pode ter alguns cuidados com o seu carro para melhorar o consumo, a saber: 1) o motor precisa estar sempre em ordem. Cuide do sistema de alimentação (carburador), que deve estar bem regulado. Verifique e troque, regularmente, todos os filtros: ar, combustível e óleo. 2) Da mesma forma, a ignição não deve ser esquecida. Velas, cabos de ignição, bobina e distribuidor devem em perfeito funcionamento, sendo fundamental regular o ponto de ignição. 3) Em qualquer carro, um escapamento desgastado ou entupido aumenta o consumo. 4) Atrito significa consumo. Verifique rolamentos de rodas, sistema de freios e lubrificantes. Quanto menor o atrito, melhor o consumo. Faça um teste simples: pare o carro numa descida leve e depois tire o pé do freio, em ponto morto. Verifique se o movimento recomeça com facilidade ou se o veículo fica um pouco preso, demorando para partir. 5) Juntas homocinéticas gastas ou sem graxa também causam atritos desnecessários, além de ruídos. Porém, um dos maiores atritos, surge exatamento no contato do veículo com o solo, isto é, nos pneus. Assim, sua regulagem correta de pressão é fundamental para um bom consumo. Além disso, infelizmente, rodas muito largas _com pneus idem_ também não colaboram, pois é necessário maior energia, e combustível, para "empurrar" estas rodas. Exatamente por isso, para economizar, o melhor são os pneu mais finos, ainda que não colaborem muito com a estética ou mesmo com um comportamento mais esportivo. 6) Carregar mais peso também tem seu custo. Não transporte peso inútil. 7) Evite acessórios estranhos, que aumentam o peso do carro e/ou o atrito com o ar. Fora com para-barro, aumentadores de pára-choques, calhas nas portas, muitos faróis auxiliares, antenas enormes e outras "trolhas". Mesmo o veículo mais ecológico não chega a ser à prova de motorista gastão. Hoje, muitos sistemas eletrônicos funcionam como "babás de plantão" para melhorar o rendimento e o consumo. Um dos mais recentes exemplos está no drive by wire, o acelerador eletrônico sem cabo, atuando por fio. Ou seja, quem acelera o motor é a centralina da injeção e não o pé do motorista. Tudo para evitar acelerações bruscas ou inúteis, como forçar o acelerador quando o motor não consegue ganhar rotação. Ainda assim, hábitos saudáveis ao volante continuam fundamentais para se gastar menos combustível. Observe um (bom) motorista de táxi dirigindo. No trânsito urbano, geralmente, ele consegue uma boa quilometragem por litro, além da longa durabilidade para o motor.
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| S.O.S. publicado em: 05/01/2001 |
| Enviado por: Rony Carlos de Goes (Assis, SP) |
| Características do carro: Monza GL 2.0 EFI, 1994, gasolina |
Dúvida: qual a possibilidade e viabilidade de alteração de gasolina para álcool, ou mistura maior de álcool na gasolina?
Resposta: a mudança de um veículo só é aconselhável, ou mesmo viável, quando existe projeto original da mudança pretendida. Por isso, o melhor mesmo é mudar direto para o álcool e não para possíveis misturas de álcool e gasolina, até mesmo porque o álcool hidratado, que é vendido nos postos, não se mistura com a gasolina justamente por conter água em sua formulação. A conversão do motor exige a sua abertura para substituir as peças do motor à gasolina para aqueles que são diferentes no veículo movido à álcool, assim como pistões e cabeçote para poder adequar a taxa de compressão para aquele combustível. Quanto à injeção eletrônica, deve-se substituir o módulo de injeção, bico injetor e instalar o sistema de partida a frio. E, para obter vantagens também no recolhimento do IPVA, legalizar a conversão junto ao órgão de trânsito de sua cidade. A conversão é simples, mas a sua viabilidade é questionável, não só pelos custos que o mesmo representa, pois a substituição do carro seria muito mais simples e barata mas, também, pela redução da diferença de preço que houve entre os dois combustíveis.
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| S.O.S. publicado em: 05/01/2001 |
| Enviado por: Diego A.F. (Manaus, AM) |
| Características do carro: Monza SL/E 1.8, 1986, álcool |
Dúvida: de vez em quando, ao abastecer meu veículo, coloco R$ 20 de álcool e R$ 5 de gasolina, sendo que isso melhora discretamente o problema que meu carro tem de morrer quando tiro o pé do acelerador. Esse procedimento prejudica em algo o motor?
Resposta: o álcool que vem misturado na gasolina é o anidro, pois o hidratado utilizado como combustível nos carros a álcool e como contém água ela não se mistura à gasolina. Desta forma, não se conseque uma mistura homogênea para a queima e, também, a gasolina não tem a octanagem suficiente para suportar a compressão dos veículos a álcool. Cuidado com o chamado "jeitinho" no carro. O que ele realmente precisa é de uma boa revisão do carburador e de uma regulagem do motor.
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| S.O.S. publicado em: 05/01/2001 |
| Enviado por: Rafael Figueiredo (Cachoeira do Sul, RS) |
| Características do carro: Monza 1.8, 1986, álcool |
Dúvida: quantos graus deve ser ajustado o ponto do motor? O carburador é Solex simples. Também gostaria de saber o tamanho certo dos esguichos. Meu carro está gastando demais na cidade (em torno de 5,5 km/l). Um amigo, com um carro igual o meu, colocou 1 litro de álcool em um recipiente e conseguiu rodar 8 km, sendo que o carro utilizado é igual ao meu.
Resposta: Rafael, em primeiro lugar, estou estranhando o fato de um Monza 86/87 estar equipado com o carburador Solex (Brosol) de corpo simples (35 Alfa-1) pois, segundo o fabricante, o mesmo equipou o veículo somente nos anos 1984 e 1985 e, a partir de 1986, passou a ser equipado com o carburador Brosol de corpo duplo, modelo 2E7, sendo que em 1986 alguns modelos vieram equipados com o carburador Brosol de corpo duplo 30/34 BLFA. A calibração do carburador Brosol de corpo simples modelo 35 Alfa-1 é a seguinte: venturi: 28; difusor: s/ identificação; giclêur principal: 172; giclêur de correção de ar: 170; giclêur da marcha lenta: 77,5; corretor de ar da marcha lenta: 95; tubo injetor: 80; alvo do jato: difusor; econostat: 115; calibrador da válvula de máxima: 130; válvula de máxima: 6E; válvula de agulha: 1,76; bóia: 7,3*; volume da bomba de aceleração: 1,10 +/- 0,15 cm³; abertura positiva da borboleta com afogador: 1,0 +/- 0,05mm; nível sob pressão de 0,2 bar: 23,4 +/- 1,0mm; abertura da borboleta do afogador: 6,3 +/- 0,2mm. Observe que, apesar de você ter me pedido somente a medida do tubo injetor, passei a calibração completa, pois o consumo depende de todos eles estarem em ordem. Por isso, cheque-os e ajuste o ponto inicial de ignição em 10°. Caso você coloque um recipiente com 1 litro em seu carro, ele também fará qualquer coisa perto de 8km/l. Isso porque, nestas condições, se ignoram o consumo necessário ao aquecimento do motor.
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| S.O.S. publicado em: 05/01/2001 |
| Enviado por: Dennis Fernandes (Canoinhas, SC) |
| Características do carro: Monza SL/E 1.8, 1984, álcool |
Dúvida: apesar de ter o conhecimento de que o carro a álcool possui um consumo maior, fico surpreso com o consumo médio de meu Monza: 4,5 km/l na cidade, o que, para um motor 1.8, acho um absurdo. Recentemente o veículo passou por uma revisão geral do motor, não sendo necessário retificá-lo. Foi efetuada uma limpeza no carburador e regulagem, trocada a tampa e o rotor do distribuidor, velas e cabos de velas. Porém, não houve o resultado esperado. Utilizo-o umas três vezes por semana, não rodando menos do que 20 a 40 km (urbanos) diários. Li sua resposta a um proprietário de Monza que, se andar pouco, o consumo é alto. Seria isso?
Resposta: o consumo do Monza a álcool na cidade é sempre um problema. Por isso, sempre que o uso for em pequenos percursos em trajeto urbano, eu aconselho o carro a gasolina. De acordo com a sua descrição, seu carro deveria fazer uma média de 5,7 km/l, o que me faz crer que ainda restam alguns ítens a serem observados. Aproveite para ler a revista "Oficina Mecânica" (edição n° 171) que traz a matéria "De gota em gota".
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| S.O.S. publicado em: 16/11/2000 |
| Enviado por: Sérgio Murilo dos Reis (Queimados, RJ) |
| Características do carro: Monza SL/E 1.8, 1987, gasolina |
Dúvida: gostaria de saber se é recomendado misturar um pouco de gasolina Premium no meu tanque, já que sempre uso gasolina comum. E a aditivada. É melhor?
Resposta: a gasolina Premium não apresenta maior poder energético em relação à gasolina comum. Ela apenas tem capacidade de suportar uma maior compressão, ou seja, possui maior octanagem. No caso do veículo nacional, já projetado de acordo com a nossa gasolina comum, de nada adianta a utilização da gasolina Premium, apenas representaria um gasto adicional sem que se obtenha nenhuma vantagem. A gasolina aditivada também é apenas a nossa gasolina comum com aditivo de limpeza e, como eu sempre tive dúvidas quanto ao aditivo utilizado, creio ser melhor continuar a utilizar a gasolina comum e, se preferir, compre um aditivo de boa qualidade e adicione à gasolina. Nesta situação, você terá melhor condições de controlar o que realmente o seu carro estará consumindo, além da certeza de se levar um produto de melhor qualidade.
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| S.O.S. publicado em: 02/11/2000 |
| Enviado por: Nelson Luiz Pimenta (Contagem, MG) |
| Características do carro: Chevette Júnior, 1992, gasolina |
Dúvida: dentro de meu carro está um cheiro infernal de gasolina. Jjá lavei o motor e verifiquei se existe algum vazamento nas mangueiras perto do motor. Basta eu andar cinco ou mais quilômetros para minha roupa ficar cheirando. Detalhe: o cheiro é mais para óleo queimado do que gasolina fresca.
Resposta: o cheiro de gasolina no interior do veículo pode ser provocado pelo tanque de combustível ou pelo respiro do tanque que, por estar situado atrás do banco do passageiro, é muito comum que este contamine o interior do veículo. Verifique também a junta da bóia, a mangueira que vai até a bomba de gasolina e o bocal de abastecimento. Caso o cheiro seja de óleo queimado, observe as vedações junto à alavanca de câmbio e freio de mão, vazamentos de óleo no motor ou no câmbio que possam estar sobre o escapamento ou até mesmo um furo no escapamento, sendo este último até prejudicial à sua saúde.
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| S.O.S. publicado em: 28/09/2000 |
| Enviado por: Cassio José Pereira da Silva (Rio de Janeiro, RJ) |
| Características do carro: Monza SL 1.8 EFI, 1992, gasolina |
Dúvida: o consumo de combustivel vinha sendo, em media, de 7,5 km/l e, nos últimos meses, vem caindo para 6 km/l. Qual o tipo de verificação devo executar?
Resposta: são muitos os fatores que influenciam no consumo de combustível. O mais comum é o perfeito funcionamento do motor e para isso deve ser verificado o sistema de injeção eletrônica, filtro de ar e velas. Não se esqueça de verificar também a calibração dos pneus, alinhamento, freios e o óleo lubrificante do motor, pois qualquer irregularidade nestes itens causa significativo aumento de consumo.
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| S.O.S. publicado em: 27/04/2000 |
| Enviado por: Aldo José Bachi (Araçatuba, SP) |
| Características do carro: Uno S 1.5, 1991, gasolina |
Dúvida: quanto de álcool posso misturar à gasolina no tanque do meu carro sem acarretar grandes danos ao motor? Ex.: para cada 1 litro de gasolina, 2 litros de álcool?
Resposta: na verdade, o que é possível já vem adicionado da refinaria, ou seja, em torno de 20% a 25%. Observar que o álcool que se mistura à gasolina é o anidro e o que compramos nos postos é o hidratado que, em virtude de possuir em torno de 4% de água, existe uma certa dificuldade de se misturar à gasolina. Para se utilizar mais álcool do que os 20% mencionado, seria necessário um trabalho no carburador para se ajustar a mistura, pois a adição de álcool a tornaria muito pobre. Também deve ser ajustado as curvas de avanço a vácuo e centrifugo, além do ponto inicial de ignição. Com tudo isso, será que compensa?
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| S.O.S. publicado em: 14/12/1999 |
| Enviado por: Jerson Silva Junior (Belo Horizonte, MG) |
| Características do carro: Monza SL/E, 1989, gasolina |
Dúvida: gostaria de saber quantos quilometros meu carro deveria fazer com 1 litro de gasolina na cidade e na estrada e, também, quantos litros há no tanque quando o marcador de combustivel está na reserva. Caso o consumo estiver maior, o que fazer?
Resposta (efetuada por Josmar Boschetti Jr., engenheiro mecânico e sócio da Especializada Josmar Ltda, empresa especializada em regulagem de motores e freios): seu veículo deve ter um consumo médio de 7,5 a 8,5 km/l na cidade em condições normais de uso e de 10 a 12 km/l na estrada à velocidade constante de 100 km/h. Quando o marcador estiver indicando a reserva, e se ele estiver correto, deverá restar, aproximadamente, 5 litros de gasolina no tanque. Quanto ao consumo, verificar os seguintes itens: regulagem do motor, calibragem dos pneus (que podem elevar o consumo em até 16%), alinhamento de direção e regulagem dos freios. Outro ítem a ser observado é a forma de condução do veículo. Isso mesmo, evitar acelerar e frear o carro bruscamente e desnecessariamente. O simples fato de estar com os vidros abertos na estrada também aumenta o consumo em, aproximadamente, 11%, sendo a melhor opção andar com os vidros fechados e com o condicionador de ar ligado. Evite, também, carregar pesos desnecessários.
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| S.O.S. publicado em: 04/12/1999 |
| Enviada por: Edilson Duarte Bento |
| Características do carro: Monza SL/E, 1986, álcool |
Dúvida: tenho um Monza SL/E ano 86, à álcool, com motor novo (retificado) com apenas 1.000 km rodados. Gostaria de saber se este, estando bem regulado, quantos quilometros por litro/álcool é o ideal, pois o meu está fazendo 5,5 km/l na cidade. Existe alguma dica para fazer o carro pegar com facilidade pela manhâ e se ficar injetando gasolina do reservatório poderá danificar o motor?
Resposta: é praticamente impossível de se estabelecer um padrão de consumo para o uso urbano, afinal são muitos as variáveis. No caso do Monza, segundo dados do fabricante, o mesmo consome de 0,8 a 1,1 litro de álcool na fase de aquecimento, o que torna o consumo elevado para aqueles que o utilizam em pequenos percursos. Exemplo: se o veículo em questão tem um consumo médio de 7 km/l na cidade e você o utiliza em um percurso tambem de 7 km, diríamos que você consumiu 2 litros para concluir o trajeto (1 litro na fase de aquecimento e 1 litro do percurso), o que nos dá uma média de consumo de 3,5km/l e que, apesar de parecer elevado, é ideal para a situação. Veículos que rodam mais conseguem diluir o consumo de aquecimento num maior número de quilometros e, também, roda por muito mais tempo em condições ideais de temperatura do motor _o que reduz, consideravelmente, o seu consumo. Com relação à partida a frio, exceto em uma pequena série, o Monza 86 vem equipado com o carburador de duplo estágio Brosol 2E7, que praticamente eliminou o problema de partida a frio. Se o seu veículo tem algum problema de partida, verifique o correto funcionamento do sistema de partida a frio (injeção de gasolina), assim como a correta calibração do carburador, principalmente quanto ao funcionamento do afogador.
