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Os esclarecimentos abaixo são referentes à Injeção Eletrônica

 
S.O.S. publicado em: 07/03/2002
Enviado por: Andre Luiz (Brasília, DF)
Características do carro: Monza Classic SE 2.0 MPFI, 1993, gasolina

Dúvida: quando estico as marchas (principalmente a 1ª, 2ª e a 3ª) acima de 4.500 RPM acende uma luz vermelha indicando anomalia no sistema de injeção eletrônica. Segundo uma concessionária, o defeito estaria relacionado ao sensor. Quando este inconveniente aparece, o veículo perde completamente a força.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: André, o sistema de injeção eletrônica do seu carro é analógico e por isso mesmo não tem com fazer interface com nenhum equipamento de diagnóstico e tampouco possui luz indicadora de anomalia. A luz que você se refere está relacionada ao sistema de ignição que, no seu caso, é um sistema digital Bosch EZK: sistema de ignição mapeada e assessorada por sensor de detonação. Pela descrição do problema creio que o defeito seja justamente no sensor de detonação. Observe se quando a luz começa a piscar ela pisca em sequência de 4. Essa sequência é um código de falha. Como se trata de um sensor de proteção do motor, ao perder esta leitura, por estratégia de segurança, o sistema atrasa o ponto de ignição em 14°, motivo de o carro perder a força. Retire o sensor e faça uma análise no seu cabo e veja se não há nenhum problema de ruptura em seu isolamento e, também, verifique se o mesmo obedece ao torque de aperto de 3 kg.

S.O.S. publicado em: 07/03/2002
Enviado por: Fábio Caldeira Oliveira Silva (Santa Luzia, MG)
Características do carro: Monza Class 2.0 EFI, 1993, álcool

Dúvida: o carro, as vezes, está lerdo e pesado; perde a potência na subida de morros e quando piso forte na segunda marcha ele fica engasgando (dando trancos). Já mandei descarbonizar o motor, havendo uma melhora no desempenho mas, ainda, perde a potência e continua a engasgar.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Fábio, o defeito seu carro é um tanto simples: basta que se faça a devida manutenção nos sistemas de injeção eletrônica e de ignição. Os trancos são problemas característicos da ignição, podendo ser cabos de velas com elevada resistência (ohms) ou até mesmo velas já prejudicadas. O baixo desempenho tem a ver diretamente com a injeção eletrônica. Por este motivo, faça um teste da bomba de combustível, dos sensores e atuadores. Procure por uma boa oficina mecânica, e que esteja devidamente equipada, que, com certeza, o seu carro ficará tinindo.

S.O.S. publicado em: 07/02/2002
Enviado por: Mauro Bacile (São Paulo, SP)
Características do carro: Monza GL 2.0 EFI, 1996, gasolina

Dúvida: ao ligar o veículo pela manhã o sistema de lubrificação demora a lubrificar a parte de cima do motor, fazendo com que o comando de válvulas sofra por alguns instantes. Outro fato interessante é que as vezes paro no trânsito e a marcha lenta fica oscilando _parecendo até que o motor vai apagar.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Mauro, tenho visto muito esse problema de falta de lubrificação do motor na fase fria. Em geral, isto ocorre devido à utilização de filtro de óleo de baixa qualidade ou mesmo pela irregularidade dos prazos de troca de óleo, o que provoca a carbonização e o entupimento do pescador da bomba de óleo. O melhor a fazer é seguir o roteiro de descarbonização conforme apresento na seção "Yoshimura" do Monza Clube, ou seja, efetuar a limpeza da bomba e do cárter com a utilização de um flushing de limpeza e a utilização de aditivo à base de teflon (ambos da Autoplast) no óleo lubrificante. Quanto à oscilação do motor, com certeza se trata de alguma deficiência no sistema de injeção eletrônica e, para ser mais preciso, eu poderia mencionar o sensor de velocidade ou mesmo o atuador de marcha lenta. Como você está em São Paulo, eu o convido a passar em minha oficina para realizarmos um diagnóstico no sistema de injeção eletrônica de seu veículo.

S.O.S. publicado em: 04/10/2001
Enviado por: Douglas Araújo (Natal, RN)
Características do carro: Monza GL 2.0 EFI, 1994, gasolina

Dúvida: quando o veículo é desacelerado bruscamente a aceleração fica variando. Já foi realizada uma revisão, troca do sensor da boboleta, módulo rey, substituição em teste do sensor de velocidade e do motor de passo sem solucionar o problema. O módulo central é de referência 16.165.999 mas, oficialmente, a concessionária de minha cidade informa que o módulo do meu veículo deveria ser o de referência 16.181.049. Já realizei um teste com o módulo do Kadet 1.8, o qual resolveu o probelma da variação de aceleração, mas ocorrendo uma leitura errada na velocidade.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Douglas, realmente, o módulo correto para o seu carro é o de nº 16.181.049, o qual poderá ser encontrado na MGB Autopeças Ltda, tel. (0xx11) 3857-5698, falar c/ Walter. Trata-se de uma autopeças especializada em peças originais GM. Quanto ao problema do seu veículo, faça os seguintes testes: a) teste de compressão e vazamento de cilindro, para saber qual a real condição do seu motor. Problema de sede de válvulas também acarretam consequências deste tipo. b) Verificar o sistema de arrefecimento e o aquecimento do coletor de admissão. c) Verificar quanto a correta aplicação e ao funcionamento do sensor de velocidade. Procure utilizar um scanner e faça a leitura com o carro em movimento. Observe que este sensor possui fusível próprio e que também é muito comum, na retirada do alternador, o "mecânico" esquecer de religar o fio terra deste sensor, localizado junto ao suporte do alternador. d) Testar o atuador de marcha lenta (motor de passo). e) Testar a pressão e a vazão da eletrobomba de combustível. f) Testar o funcionamento do EGR (se possuir). Vale a pena lembrar que para o perfeito funcionamento será necessário que os demais sistemas também estejam em perfeitas condições. Tenho visto boas oficinas com dificuldades na solução deste problema. Houve casos em que eu mesmo só consegui uma boa regulagem após aumentar a abertura da borboleta de aceleração. Solução esta adotada pela GM, principalmente no Corsa 94.

S.O.S. publicado em: 09/08/2001
Enviado por: Marcio Fortes (Rio de Janeiro, RJ)
Características do carro: Quantum GLSi 2000, 1993, gasolina

Dúvida: meu veículo, equipado com sistema de injeção Bosch LE-Jetronic II (analógica), está apresentando o seguinte defeito: quando o motor chega a trabalhar na temperatura correta de funcionamento, eu o desligo e, depois de passados uns 5 a 10 minutos, ao dar a partida, sai uma fumaça branca do escapamento, sendo que a rotação fica instável por cerca de 10 segundos e, em seguida, a fumaça para e o motor trabalha normalmente. Também gostaria que você me indicasse uma oficina em minha cidade.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Marcio, o que pode estar acontecendo é a infiltração de combustível no regulador de pressão. Ele se localiza na extremidade dianteira do tubo distribuidor que fixa os bicos injetores. Na sua parte superior possui uma mangueira de vácuo que liga ao coletor de admissão. Retire a mangueira e verifique se possui indícios de combustível. Caso positivo, substitua o regulador. Caso negativo, o problema do seu carro pode ser por má vedação dos bicos injetores. No Rio de Janeiro eu poderia lhe indicar a oficina Box 48 Regulagem Eletrônica Ltda., localizada à rua Barão de Mesquita, 48, lj. D, Maracanã, tel. (0xx21) 264-0993. Fale com o meu amigo Zé Manoel.

S.O.S. publicado em: 09/08/2001
Enviado por: Sebastião Damásio dos Santos (Caicó, RN)
Características do carro: Monza SL 2.0 EFI, 1993, gasolina

Dúvida: pela manhã, quando vou dar partida no veículo, o mesmo demora bastante a pegar. Depois de várias tentativa, o motor consegue entrar em funcionamento.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Sebastião, existem muitos motivos que ocasionariam a dificuldade de partida a frio e, para solucionar com certeza, é melhor fazer um bom diagnóstico do motor, do sistema de injeção e da ignição eletrônica. Em todo o caso, dê uma olhada na pressão e vazão da bomba de combustível, pois temos conhecimento de diversos casos em que a bomba perde a pressão e, consequentemente, não injeta a quantidade de combustível suficiente para a partida a frio.

S.O.S. publicado em: 14/06/2001
Enviado por: Silvio (Dourados, MS)
Características do carro: Monza Classic SE 2.0 MPFI, 1992, gasolina

Dúvida: meu monza apresenta um problema de marcha lenta, causando trepidação no carro todo e, em movimento, rotação inconstante, não sendo possível trafegar, por exemplo, em segunda marcha à 2.000 giros, pois o carro fica "soqueando". O veículo foi levado em duas oficinas. Na primeira, fez-se a limpeza dos bicos no lugar. Melhorou, mas não resolveu. Então tirou-se os bicos para limpar mas, neste caso, e ficou pior ainda: falhava em lenta, em alta e pretejava as velas. Na segunda oficina, constatou-se que dois bicos estavam com a agulha quebrada, solicitando a troca. Como não achei o original do Monza MPFI (verde) troquei-os pelo modelo do Kadett MPFI (amarelo).

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Silvio, a injeção análogica Bosch LE-Jetronic realmente exige um bom conhecimento técnico por parte do mecânico reparador. As possibilidade de problemas como o descrito são muitas, mas vou tentar lhe passar o mais provável. No seu caso, tenho uma grande desconfiança do medidor de fluxo de ar, que se localiza junto à caixa do filtro de ar. Este sensor possui em seu interior uma palheta sensora que se movimenta de acordo com o fluxo de ar e, na extremidade do seu eixo, possui uma espécie de potenciometro que envia os sinais elétricos ao módulo. Você deve retirar o sensor e com o ohmímetro testar os resistores entre os bornes: bornes 8 e 5 : valor da resistência: 340.....450 ohms; bornes 7 e 5: valor da resistência: 60......1000 ohms. Abrindo a palheta sensora devagar, e linearmente, observe que o valor máximo de resitência não deve ultrapassar a 1000ohms em nenhuma faixa de movimento da palheta. Este sensor apresenta um desgaste maior na faixa de 1000 a 2000 rpm, pois é onde se localiza a maior faixa de utilização do veículo, ou seja, no início do movimento da palheta sensora. Em caso de dúvida, você ainda pode retirar a tampa plástica preta e observar a pista por onde desliza o sensor da palheta e verificar se em algum ponto não existe falta de material por desgaste e, caso positivo, substituir o sensor. Para fechar a tampa, utilize silicone branco e tome cuidado para que tenha uma boa vedação. Com relação aos bicos injetores, você deve providenciar a troca, pois a utilização de um ou mais bicos diferentes também provoca problemas de funcionamento no veículo.

S.O.S. publicado em: 14/06/2001
Enviado por: Edmar T. Pereira (Campinas, SP)
Características do carro: Kadett GSI, 1994, gasolina

Dúvida: a luz de advertência do sistema de injeção quase sempre acende e pisca quatro vezes quando estou andando acima de 100 km/h. Me disseram para trocar o sensor de detonação mas, pelo alto valor deste componente, tenho medo de não solucionar o problema.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Edmar, eu considero o sistema de injeção/ignição que equipa o seu carro muito boa e robusta mas, infelizmente, são poucos os mecânicos que sabem diagnosticá-la. Inicialmente você deve retirar o sensor de detonação para fazer uma inspeção visual quanto a possíveis rompimentos no isolamento do seu cabo, verificar um possível mal contato e, também, para poder conferir o seu torque de aperto, que deve ser de 3 kg. Feito isso, faça um novo teste: ligue o motor e deixe-o funcionando em marcha lenta. Caso a luz comece a piscar, o problema está no módulo de ignição EZK. Caso não pisque, acelere bruscamente até pouco mais de 5000 rpm por aproximadamente 3 segundos. Caso comece a pisca, o problema está, realmente, no sensor de detonação.

S.O.S. publicado em: 03/05/2001
Enviado por: Fernando Saraiva (Belém, PA)
Características do carro: Uno CS 1.5 i.e., 1994, gasolina

Dúvida: mandei limpar e regular a injeção de meu carro, pois este vivia com o sinal constante da luz da injeção do painel acesa. Mas quando ultrapasso a velocidade de 100 km/h acende a luz da injeção e só apaga após a aceleração diminuir.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Fernando, no caso do Fiat Uno equipado com a injeção Magneti Marelli G7 Single Point, até pode acender a luz de injeção sempre que mantiver a velocidade constante por alguns minutos, não sendo necessariamente um problema. O que ocorre é que com a geração de uma frequência elétrica constante, principalmente provocada pelo alternador, pode haver interferência no circuito do sensor de oxigênio, fazendo com que a luz de anomalia se acenda. Observe que, neste caso, sempre que você mudar a posição do acelerador e por consequência alterar a rotação do motor a luz apagará. Esta possibilidade está mencionada no manual do proprietário. Você pode procurar por uma oficina que tenha o scanner desta injeção e acessar o módulo de injeção no que se refere aos códigos de avarias pois, nesta situação, caso haja alguma anomalia, ela estará gravada na memória do módulo.

S.O.S. publicado em: 19/04/2001
Enviado por: Enderson Santos (Salvador, BA)
Características do carro: Monza GL 1.8 EFI, 1993, gasolina

Dúvida: o motor fica oscilando em marcha lenta, sendo que a limpeza do bico injetor já foi realizada por duas vezes, além de trocar o sensor de marcha lenta, filtro de ar e bomba de combustivel.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Enderson, defeitos como esse vem acontecendo até que com uma certa frequência e, em virtude disso, entendo as dificuldades que os mecânicos tem encontrado para diagnosticar a causa, pois o mesmo exige muita experiência e equipamentos sofisticados, como é o caso do boroscópio, que possui uma articulação de fibra ótica que, introduzido no interior do motor através do coletor de admissão, é possível observar a situação interna do motor. Para resumir o seu caso, trata-se de carbonização nas válvulas de admissão e nas câmaras dos cilindros. Você pode tentar resolver injetando o Fuel Cleaner, da Autoplast, em algum ponto de vácuo no coletor de admissão. Maiores detalhes podem ser obtidos na seção "Faça Fácil" do Monza Clube no item "Carbonização do motor". Caso isto não seja suficiente, então, será necessário a retirada do cabeçote para a limpeza e refazer o assentamento das válvulas.

S.O.S. publicado em: 19/04/2001
Enviado por: Alberto Lima Santos (Salvador, BA)

Dúvida: gostaria de saber a diferença entre o carro alimentado por injeção eletrônica e carburador e, também, a regulagem correta da mistura de ar-combustivel.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Alberto, na verdade, eu só vejo vantagens da injeção eletrônica em relação ao carburador e, de quebra, o sistema ainda incorporou o sistema de ignição, eliminando de vez os distribuidores e as constantes necessidades de ajustes de mistura, rotação e do ponto de ignição. O gerenciamento eletrônico do motor é uma evolução que, infelizmente, muitos mecânicos não tiveram condições de acompanhar e são eles que, em geral, dizem preferir o "bom e velho carburador". A evolução não só do sistema de alimentação como, também, os atuais freios ABS, air-bag,  controle de tração, imobilizadores, climatizadores, câmbio eletrônico, computador de bordo, controle de navegação etc., do carro em geral, tem obrigado os mecânicos a se tornarem verdadeiros profissionais de reparação, sendo que a maioria está condenada a mudar de profissão. A injeção eletrônica tem ainda o lado social pois, devido a sua melhor relação estequimétrica (mistura) em todos os regimes, torna o carro mais econômico, com maior desempenho e com muito menor indice de emissões de gases, reduzindo consideravelmente a poluição do ar. A injeção eletrônica possibilita uma partida instantânea em qualquer situação, funcionamento regular mesmo na fase fria sem a necessidade do afogador (ítem existente no carburador) e uma melhor durabilidade do motor, eliminando os problemas de contaminação do óleo lubrificante. Quanto à regulagem, tomemos, por exemplo, um Monza 2.0, ano 90, a álcool. Em primeiro lugar, devemos funcionar o motor até atingir a temperatura ideal de trabalho, ou seja, até que a ventoinha ligue pelo menos três vezes. Regule a marcha lenta para 900 (+/- 50) rpm. Desligue o tubo de vácuo do distribuidor e regule o ponto de ignição com 8º AMPS. Religue o tubo de vácuo e regule o parafuso de mistura até que atinga o valor de 4% de CO, ajustando simultâneamente o rpm, mantendo-se sempre na faixa de 900 rpm. Observe que, para isso, será necessário um tacômetro, lâmpada estroboscópica e um analisador de gás infra-vermelho.

S.O.S. publicado em: 05/04/2001
Enviado por: Rogério Fernandes (São Paulo, SP)
Características do carro: Monza Club 2.0 EFI, 1994, álcool

Dúvida: tenho um curso de injeção eletrônica e bons conhecimentos sobre mecânica e, aos poucos, estou diagnosticando alguns defeitos do sistema de injeção. No início, meu carro estava com uma aparente falha e com difilculdades para pegar quando quente. Procurei alguns mecânicos em busca de uma solução mas, sinceramente, não encontrei confiança em nenhum deles. Eu próprio fiz a limpeza do corpo de injeção, sendo que o corretor de marcha lenta estava carbonizado e uma pequena válvula eletromagnética que interrompia a passagem de gasolina da partida a frio. Agora, quando ligo o carro pela manhã, a marcha lenta mantém-se acelerada (carro frio) e, ao atingir a temperatura ideal não retorna ao normal, sendo que ao desligar o sensor MAP a marcha lenta funciona corretamente. Obs: a lâmpada de diagnóstico acende remotamente quando o veículo está em movimento. Como não tenho um scanner, fico somente na teoria. Pergunto: o sensor MAP causa falha na marcha lenta ou o módulo está assumindo o valor padrão por falha do sistema e, por consequência, a marcha lenta retorna ao normal? Quando estaciono o carro por algum tempo, ao dar a partida, ele apresenta uma pequena falha, logo retornando ao normal. Pode ser, também, o MAP? Finalizando, estou adquirindo um programa para instalar em meu computador, ou seja, um programa de osciloscópio. Isso é confiavel, caso eu o interligue ao carro?

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: muito boa a sua pergunta Rogério, mas deixe-me responder em partes. No seu caso, como a lâmpada de anomalia está acendendo, mesmo que remotamente, isso quer dizer que a unidade de comando detectou alguma anomalia no sistema e mesmo sem o scanner você consegue recuperar a mensagem através do código de piscadas. Não sei se o seu professor de injeção eletrônica lhe ensinou mas, em todo o caso, deixe-me tentar lhe explicar como se faz. O conector ALDL do módulo de injeção eletrônica está localizado abaixo do porta-luvas (na lateral direita e coberto por uma capa plástica, com uma tampinha retangular que dá acesso a ele). Observe que no canto superior direito, ou no canto inferior esquerdo, do conector ALDL, conforme a montagem, existe dois terminais lado a lado, a qual chamamos de A e B. Feche um curto entre os terminais A e B com um pedaço de fio e ligue o contato. Observe que neste momento a luz de anomalia da injeção eletrônica (amarela), localizada no painel de instrumentos, começa a piscar. Conte o número de piscadas e anote. O primeiro número deverá ser 12 e deverá ser da seguinte forma: (piscada), tempo, (piscada) + (piscada) = 12. Cada código será repetido por 3 vezes e, com isso, você poderá saber qual ou quais problemas o módulo de injeção eletrônica detectou no sistema com o auxílio da tabela de códigos que você deve ter em sua apostila. No caso do motor acelerado, pode ser que o motor de passo esteja com o seu movimento prejudicado por engripamento, sendo necessário a sua substituição. O fato de normalizar quando você desliga o sensor MAP não quer dizer que seja ele o problema, pois o módulo, ao perceber a falta de um sensor, este assume a situação de emergência e adota as estratégias para o bom funcionamento. A luz de anomalia existe justamente para lhe informar desta situação, pois o módulo pode, a qualquer momento, perceber alguma anomalia e adotar a estratégia de emergência e você nem ficar sabendo devido ao funcionamento regular do motor. A irregularidade de funcionamento com o motor quente pode ser ocasionada pela deficiência de vedação do bico injetor, que só é possível de se testar em equipamento próprio. O programa de osciloscópio só serve para fazer leituras de sinais elétricos, assim como sinais analógicos (senoidais) ou sinais digitais (ondas quadradas) dos vários sensores, mas não tem como fazer interface com o sistema, para o qual seria necessário um programa de diagnóstico veicular que, atualmente, existem vários no mercado. Se quiser, venha me visitar um dia, pois terei o maior prazer em fazer um diagnóstico do seu carro podendo, assim, trocarmos mais algumas idéias.

S.O.S. publicado em: 08/03/2001
Enviado por: Jávisson Rangel dos Santos (Salvador, BA)
Características do carro: Monza GL 1.8 EFI, 1995, gasolina

Dúvida: gostaria de saber como identificar o chamado "motor de passo" para que eu mesmo possa checar o seu estado e lubrificá-lo, pois meu carro está com um problema sério de marcha-lenta irregular.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: para localizar o atuador de marcha lenta (motor de passo), em primeiro lugar, precisamos retirar o filtro de ar. Com o corpo de borboleta da injeção eletrônica exposto, podemos observar o atuador no seu lado direito e voltado para a frente do veículo. O mesmo possui um corpo cilindrico de cor preta, fixado por dois parafusos torx e na sua extremidade encontra-se um conector elétrico de quatro fios. Lave-o com gasolina e lubrifique-o. Com isso, poderá prolongar a sua vida útil mas, no caso de engripamento, nem sempre é possível restabelecer o seu funcionamento. Em todo o caso, vale a pena tentar.

S.O.S. publicado em: 08/03/2001
Enviado por: Marcus Antonio Gouveia (Rio de Janeiro, RJ)
Características do carro: Kadett 1.8 EFI, 1992, gasolina

Dúvida: o único problema de meu veículo é o consumo excessivo. Ouvi dizer que trocando o bico injetor por um de vazão menor (Vectra, por exemplo) reduziria o consumo, porém, comprometendo o rendimento. Se isso for possível, qual bico se adaptaria melhor?

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Marcus, o seu carro utiliza o sistema EFI, ou seja, um único bico injetor, que fica localizado no corpo de borboleta. No caso do Vectra, a injeção é MPFI, ou multiponto, que utiliza um bico injetor para cada cilindro sendo, portanto, totalmente diferente um do outro. O único bico injetor que se aloja perfeitamente no lugar do bico original é o Magneti Marelli que equipa os veículos VW e Fiat com injeção monoponto. O problema é que o bico da Magneti Marelli tem a vazão menor que os da Rochester a álcool que equipa o Kadett e, desta forma, reduzirá bastante o desempenho e também poderá trazer outras consequências danosas ao seu motor. Creio que seja melhor uma boa observação nos ítens de manutenção do seu carro, obtendo resultados mais satisfatórios e não comprometendo a integridade do seu veículo.

S.O.S. publicado em: 22/02/2001
Enviado por: Emerson Costa (Salvador, BA)
Características do carro: Monza SL/E 2.0, 1989, gasolina

Dúvida: estou prestes a trocar meu Monza por outro equipado com injeção eletrônica. Devido ao menor preço estou sendo tentado a comprar uma versão 1.8 EFI a álcool. Li no Monza Clube que alguns motores EFI a álcool apresentam consumo elevado durante o período de aquecimento. Como posso saber qual o modelo que a GM refez a regulagem? Existe algum outro problema com esses motores a álcool? O que o consultor me diz em relação ao desgaste em comparação ao motor a gasolina?

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: o consumo adicional de combustível na fase de aquecimento não é uma característica exclusiva do Monza. Na verdade, todos os motores, seja a álcool ou a gasolina, necessitam de uma alimentação mais rica na fase fria, motivo pelo qual os carros carburados vinham equipados com o afogador que tinha a função de enriquecer a mistura, daí o nome afogador. O módulo de injeção eletrônica também tem a função afogador e isso é necessário para que o motor possa funcionar corretamente na fase fria. Agora, o álcool, devido ao seu menor poder calorífico e energético em relação a gasolina, apresenta necessariamente um consumo maior na fase de aquecimento. O seu consumo maior também é justificado pelo sistema de injeção eletrônica Single Point (apenas um bico) que provoca perdas de combustível nas paredes enquanto frias do coletor de admissão. Observe que no caso do Omega a álcool, devido a injeção Multi Point (um bico para cada cilindro) que injeta o combustível diretamente no pé da válvula de admissão, as perdas são menores e, consequentemente, o consumo também é menor. Eu, em particular, apesar disto tudo, ainda prefiro o veículo movido a álcool, principalmente no caso do Kadett, pois ele é mais potente em relação ao veículo a gasolina, sendo que o álcool tem maior octanagem, permitindo uma maior compressão do motor. Como todos sabemos, a gasolina é um solvente natural do óleo e, por isso, ele dissolve toda a película lubrificante que fica nas camisas dos pistões, o que não ocorre com o álcool _este é o motivo do motor ter uma vida útil maior que o motor a gasolina. Outro motivo seria o fato de o álcool ser um combustível muito mais limpo, resultando numa queima mais limpa e menor carbonização do motor. Lembro-me perfeitamente que na década de 70 tínhamos uma frota circulante de pouco mais de 2 milhões de veículos e já prevíamos a necessidade de utilizarmos máscaras de gás, o que não ocorreu graças ao álcool combustível e à adição de álcool na gasolina. Atualmente em São Paulo temos uma frota de aproximadamente 5 milhões de veículos e o ar que respiramos é mais limpo que naquela época. Também não podemos nos esquecer que o próprio veículo movido a álcool é mais barato e seu IPVA reduzido em 50%. Em resumo, não há nenhum outro problema em relação ao motor a álcool. Na verdade, só vejo vantagens.

S.O.S. publicado em: 22/02/2001
Enviado por: Edmar Toledo Pereira (Campinas, SP)
Características do carro: Kadett GSI, 1994, gasolina

Dúvida: a luz de advertência da injeção acende de vez em quando, sendo que o motor continua a funcionar normalmente.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Edmar, o Kadett GSI possui o sistema de injeção eletrônica analógica e, por este motivo, não possui o recurso de auto-diagnóstico. A luz de advertência que você menciona faz parte do sistema de auto-diagnóstico do sistema de ignição que é digital. Através dela você pode identificar o problema do sistema. Sempre que o sistema reconhecer alguma anomalia ela irá piscar e, neste momento, você deve prestar atenção, pois o número de piscadas lhe indicará o problema. A lâmpada deverá piscar um certo número de vezes e dá uma pequena pausa, devendo piscar novamente. Anote o número de piscadas que poderá ser: 2, 4 ou 5 vezes. Caso sejam 2 piscadas, indica que o problema é na linha do sensor de temperatura, que pode ser mal contato no chicote ou o próprio sensor prejudicado. Caso sejam 4 piscadas, indica que o problema é na linha do sensor de detonação e, neste caso, funcione o motor e observe se a luz já começa a piscar. Caso positivo, o problema é no modulo de ignição EZK. Do contrário, acelere o motor até o limite por aproximadamente dois segundos e, se começar a piscar neste momento, o defeito está no sensor de detonação. Se a luz piscar 4 vezes, e não acendeu em nenhum destes dois casos, observe o chicote do sensor, pois é comum que ele esteja danificado, também devendo ser substituído. Caso sejam 5 piscadas, indica que o problema é na linha do sensor de pressão, que é embutida no módulo de ignição EZK. Verifique o estado da mangueira de vácuo que liga o módulo de ignição ao coletor de admissão e se este não apresentar nenhum problema então deverá substituir o módulo.

S.O.S. publicado em: 22/02/2001
Enviado por: César Rogério Alcântara (Salvador, BA)
Características do carro: Kadett SL/E 1.8 EFI, 1993, gasolina

Dúvida: a rotação do motor, ao ligar, chega a 2300 RPM e vai reduzindo gradativamente, mas não se estabiliza e fica oscilando entre 1500 a 2000 RPM. Há necessidade de se trocar o motor de passo?

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Cezar, é muito provável que o motor de passo esteja com problema, mas não tome a iniciativa de trocar sem antes executar os testes necessários, evitando, desta forma, qualquer despesa desnecessária e sem a devida solução para o seu problema. Fica mais barato se você procurar por uma oficina, mas que seja competente e tenha os recursos necessários para isto. Para os serviços de injeção eletrônica as oficinas autorizadas Magneti Marelli e/ou Bosch são as que estão melhores preparadas.

S.O.S. publicado em: 22/02/2001
Enviado por: Jaime P. Fernandes Júnior (Rio de Janeiro, RJ)
Características do carro: Kadett SL/E 1.8 EFI, 1993, gasolina

Dúvida: meu carro não tem força, principalmente em subidas leves. Os carros com motor 1.0 dão um "banho" no meu motor 1.8. O consumo de combustivel na cidade está por volta de 6,5 a 7 km/l e, na estrada, em torno de 10 km/l. Já troquei todos os filtros, a bomba de combustível, cabos de velas, velas e revisão da injeção eletrônica. Tudo sem solução. Esse tipo de problema pode ter relação com a parte elétrica, como distribuidor ou bobina? Ou pode ser baixa compressão nos cilindros?

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Jaime, além de uma boa revisão do sistema de injeção eletrônica, você precisa verificar: 1) sincronismo da correia dentada. Tenha um cuidado especial com a polia do virabrequim pois, caso seu veículo seja equipado com condicionador de ar, este poderá estar fora de sua posição original. 2) Ponto de ignição. Este deverá ser regulado com lâmpada estroboscópica, utilizando a referência da polia do virabrequim e com um jampe aterrando os terminais A e B do conector ALDL. Vale ressaltar o cuidado em relação à polia. 3) Compressão dos cilindros. Efetue a medição com um manômetro apropriado. Só assim você poderá ter uma idéia do estado do seu motor. 4) Pressão e vazão da eletrobomba de combustível. Também devem serem medidos com um manômetro e um rotâmetro, sendo atualmente um dos maiores responsáveis pelo baixo desempenho. Aproveite para verificar o estado do filtro de combustível, pois este poderá estar entupido. 5) Sistema de descarga. É grande a incidência de escapamento e/ou catalizador entupido, o que dificulta a saída dos gases queimados e, por consequência, resulta num menor enchimento volumétrico do motor. 6) Eixo do comando de válvulas. Observe o seu estado geral, pois casos os cames estejam desgastados, reduzem muito a admissão do motor. Uma inspeção visual é suficiente. Com um diagnóstico completo, com certeza você detectará o problema do seu carro.

S.O.S. publicado em: 22/02/2001
Enviado por: Antonio Carlos Baraccat (São Paulo, SP)
Características do carro: Monza GLS 2.0 EFI, 1994, gasolina

Dúvida: meu Monza, as vezes, não pega logo após desligá-lo. Já o levei em várias oficinas mas, infelizmente, o problema não aparece na hora.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: com esses poucos dados é difícil de se fazer um diagnóstico preciso. No entanto, posso lhe adiantar que me parece ser de natureza elétrica/eletrônica. O mecânico que tiver um bom conhecimento do sistema e possuir recursos consegue diagnosticar, mesmo que naquele momento o seu carro não apresente o problema descrito. Neste caso, eu faria um teste de pressão e vazão da eletrobomba de combustível com um manômetro e um rotâmetro, teste do sistema de ignição com um osciloscópio, leitura do sistema de injeção eletrônica com um scaner, além da medição das resistências elétricas dos chicotes de injeção/ignição mas, com certeza, localizaria a causa do inconveniente. Tenho observado que muitos problemas simples se tornam verdadeiras dores de cabeça aos usuários, simplesmente porque não faz uma pré-avaliação do profissional que vai executar o serviço.

S.O.S. publicado em: 22/02/2001
Enviado por: Marcelo Machado (São Paulo, SP)
Características do carro: Monza GL 2.0 EFI, 1993, álcool

Dúvida: em baixas rotações, principalmente em segunda e quarta marcha, quando piso mais forte no
acelerador, o carro literalmente dá um "espirro". A sensação é que se desligou uma "chave geral" do motor. Pode estar havendo algum problema na injeção?

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Marcelo, existem muitas possibilidades de causas para este defeito mas, os mais comuns, tem origem no sistema de ignição ou no sistema de arrefecimento. No sistema de ignição pode ser a alta resistência (ohms) dos cabos de ignição ou mesmo problemas de isolamento (fuga de corrente), velas de ignição demasiadamente gastas e bobina de ignição. No sistema de arrefecimento, pode estar havendo um bloqueio na passagem de água pelo coletor de admissão impedindo, desta forma, o aquecimento necessário. Principalmente nos carros movidos a álcool, é comum que a própria válvula termostática esteja bloqueando. O baixo nível de água do radiador também pode provocar tal defeito e, se for este o caso, quando completar a água, sangre o sistema retirando o sensor de temperatura da carcaça da válvula termostática até que saia todo o ar do sistema. Quanto ao sistema de injeção, ou mesmo bico injetor, também pode ser, mas a possibilidade é bem menor.

 

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