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O frentista |
Devido à disputa por uma fatia maior do mercado, os frentistas tem se desdobrado em abordar os clientes, não só na tentativa de agradá-los mas, também, de olho na comissão pelos itens vendidos. É só encostar no posto para abastecer e observar. Você verá que, rapidamente, o frentista lhe perguntará se você não gostaria que ele desse uma olhada no carro _ainda mais se, ao volante, estiver uma mulher. "Vamos verificar o nível de óleo? Água do radiador? Extintor? Aditivo para gasolina? Filtros"?
Muito cuidado nesta hora. O frentista não poderá e nem terá condições de mexer em determinados itens do seu carro pois, muitos deles, requerem conhecimento técnico e equipamentos especiais. A tecnologia empregada atualmente nos veículos, até mesmo nos ditos "populares", tem limitado muito a sua intervenção a técnicos muito bem treinados.
As montadoras tem adotado tampas com as cores amarela ou azul para determinar tudo o que o frentista poderá mexer. Mas podemos citar alguns casos como, por exemplo, a tampa do fluído de freio que, mesmo tendo as cores citadas, o frentista deverá se limitar a verificar o nível e completar se necessário, mas nunca executar a troca do fluído por se tratar de uma operação complexa, sendo que o mesmo não possui preparo técnico para isso. Uma troca mal feita poderá deixar o carro sem freio e, nos casos do sistema ABS, ocasionará danos irreparáveis à central elétrica.
Outro item a ser lembrado está relacionado ao reservatório do líquido de arrefecimento que, mesmo tendo a tampa amarela ou azul, a verificação deverá ser apenas visual. O sistema não deverá ser aberto quando quente, sendo que a sua abertura impedirá a circulação da água livremente. Nunca deixe o frentista colocar aditivos, principalmente se forem de marcas desconhecidas ou diferentes do produto original e indicado pelas montadoras. Na pior das hipóteses (na falta do líquido), apenas complete com água e, assim que possível, faça uma limpeza e substituição por completo no sistema de arrefecimento.
O comodismo também poderá custar caro. Uma simples calibragem dos pneus com pressão errada prejudicará a segurança a bordo, assim como promoverá o desgaste irregular na banda de rodagem. O frentista poderá calibrar os pneus desde que estes estejam ainda frios e o motorista cheque no Manual do Proprietário a pressão correta para o modelo do pneu utilizado no veículo.
Tenha sempre em mente que o frentista não é um técnico e que são poucos os serviços que o mesmo poderá executar. Dentre eles, podemos citar os casos da troca de óleo _pois este é um assunto que ele entende_, mas é bom saber qual é o tipo de lubrificante indicado pelo fabricante. Lembre-se que não se deve misturar óleo mineral com sintético e utilize sempre o mesmo tipo de óleo para se completar o nível ou quando chegar o prazo da troca.
Outros itens que poderão ser verificados e substituídos pelo frentista: a troca do filtro de ar e de óleo. Apenas tome algum cuidado na troca do filtro de combustível que, no caso dos veículos equipados com injeção eletrônica, é bom deixar a cargo do seu mecânico.
Ao deixar o carro no posto para uma lavagem, não permita a lubrificação ou pulverização do motor, prática comum e que, normalmente, é feita com solvente, óleo de mamona ou diesel. Estas substâncias destróem rapidamente componentes de borracha, mangueiras, vedações e isolamentos elétricos. Já para a limpeza da carroceria, nunca é demais pedir que o frentista utilize apenas sabão e pano limpo. Não queira incrementar o visual passando óleo ou alguma mistura química duvidosa