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A reportagem a seguir foi cedida e autorizada pela revista "Quatro Rodas" para publicação exclusiva no Monza Clube. Aproveite para visitar o site da revista clicando na imagem ao lado. |
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(Edição nº 535, janeiro de 2005) |

Desde o fim da década de 1970 se falava num novo GM. Um Opala com motor transversal e tração dianteira chegou a ser anunciado por QUATRO RODAS. Ele faria parte de uma nova estratégia mundial da General Motors. A ordem era produzir carros menores, com características semelhantes em várias de suas fábricas espalhadas pelo mundo, política inaugurada pelo Chevette. "Quando os automóveis compactos de tração dianteira chegarem às lojas, uma nova etapa estará começando", afirmava Karl Ludwigsen, correspondente da revista nos Estados Unidos àquela época. O tal Opala não existiu, mas as previsões estavam corretas. Em novembro de 1979 foi realizada uma pesquisa no Clube Pinheiros (SP). Entre os Opala e Chevette da linha 1980, lá estava o Projeto "J", embrião do futuro Monza. Na época, a expressão "carro mundial" _um mesmo modelo produzido em várias partes do mundo_ era o assunto em pauta.
Por aqui, a Ford acelerava a implantação da linha de produção do Escort e a GM, em meados de 1980, já testava o Projeto J no campo de provas de Indaiatuba. Seria o início do fim da defasagem dos carros brasileiros. "Revolução sobre rodas". Foi sob esse título que a matéria publicada na seção Economia e Negócios da edição do dia 21 de abril de 1982 da revista Veja noticiava o lançamento do Monza. A reportagem anunciava o "carro mundial" da GM, fruto de um investimento de 500 milhões de dólares e que teve como base o Opel Ascona alemão. Os alvos primários do hatch da GM eram o VW Passat e o veterano Corcel, que mostrava sinais de exaustão. Mas, para defender seu terreno, a Ford já tinha seu "mundial" quase pronto: o Escort chegaria no ano seguinte. Em maio de 1982 o aguardado Monza chegava às lojas. Com motor 1.6 de 73 cavalos e câmbio japonês da Isuzu, ele estava apenas alguns meses defasado em relação ao lançamento do modelo na Europa. Era o segundo nacional com motor transversal (antes dele havia o Fiat 147) e tinha tração dianteira, características inéditas entre os GM nacionais. Exatamente como o carro do advogado Rui Pacheco Bastos, um dos sócios do Monza Clube do Brasil (www.monzaclube.com). Trata-se de um modelo SLE 1983, exemplar de uma fase em que retrovisor direito ainda era opcional.
Mesmo sendo dono do projeto mais moderno, o desempenho do Monza não chegou a impressionar no comparativo publicado na edição de julho de 1982. Confrontado com Passat e Corcel, teve as piores marcas nas provas de aceleração e velocidade máxima: fez de 0 a 100 km/h em 17 segundos e ficou nos 147,5 km/h. A indolência demonstrada pelo motor 1.6 acelerou a estréia do 1.8 com 86 cavalos, já na linha 1983.
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