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A reportagem a seguir foi cedida e autorizada pela revista "Quatro Rodas" para publicação exclusiva no Monza Clube. Aproveite para visitar o site da revista clicando na imagem ao lado. |
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Monza 93: poucas novidades no campeão |
(Edição nº 388, novembro 1992) |
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No estilo, as mudanças não passam de simples perfumaria. A pequena grade dianteira, em vez de preta, ficou grafite. Na parte traseira aplicou-se um friso na tampa do porta-malas, logo acima do pára-choque. O resultado estético não pode ser aplaudido. As rodas raiadas, anteriormente utilizadas apenas pelo Monza Barcelona, ao menos não comprometem. Para ficar apenas no superficial, a fábrica poderia ter pintado os pára-choques da mesma cor do carro. Se tivesse tirado os antiquados quebra-ventos e as calhas do teto, a GM conseguiria modernizar um projeto que já começa a ter formas desconexas. Afunilou demais a frente e insiste na traseira demasiado quadrada. Mesmo assim, ainda não se tornou um carro feio.
Na sua categoria, o Monza SL/E é o que tem, de longe, a maior quantidade de instrumentos no painel, composto por velocímetro, conta-giros, voltímetro, nível do tanque, termômetro de água do motor e econômetro. A iluminação indireta facilita a leitura à noite. Mas, ao remodelar os puxadores internos das portas, tornando-os mais salientes, o fabricante simplesmente dificultou a regulagem dos encostos dos bancos dianteiros. Isso só pode ser feito com a porta aberta. Fechada, praticamente não há espaço entre ela e o reclinador colocado no lado externo do banco. Se a alavanca de regulagem da distância não tivesse sido retirada desse local _entre o banco e a porta_, haveria como se acomodar. Para resolver o problema, a GM deveria transferir o botão giratório de regulagem do encosto para o lado interno dos bancos.
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O motorista tem ao menos, como equipamento de série, a regulagem da altura do volante, o que melhora o conforto e a posição de dirigir. Esse conforto aumenta com o baixo nível de ruído interno: 63,38 decibéis. Nesse item o Monza SL/E perde apenas, entre os carros nacionais, para o Omega 3.0i CD (63,03 decibéis).
Apesar de o modelo testado parecer estar mais rápido e ágil, nada mudou também na motorização do eficiente motor OHC 2.0 EFI com injeção eletrônica single point. Tanto no carro a gasolina, que foi testado, quanto na versão a álcool, as partidas a frio são imediatas. Na aceleração de 0 a 100 km/h o Monza precisou de 11s71. Para retomar, em quinta marcha, de 40 a 100 km/h, levou 24s82. E, na velocidade máxima, alcançou 172,2 km/h. Marcas compatíveis e adequadas para um sedã de sua categoria. Assim como a média de consumo, nem decepcionante nem excepcional: 10,35 km/l de gasolina, sendo 8,77 km/l na cidade e 12,04 km/l na estrada. Com o tanque de 57 litros consegue-se uma razoável autonomia de 500 km na cidade e 690 km em estrada.
Esse comportamento mediano se estende aos aspectos de segurança. Mesmo sem estar equipado com freio a disco nas rodas traseiras, o modelo testado parou em bons 30,6 m a 80 km/h. A aceleração lateral de 0,85g também indica uma estabilidade aceitável. Em curvas mais velozes, no entanto, a carroceria inclina demais. Mudar esse comportamento sem comprometer o conforto é uma questão que a fábrica talvez não tenha tempo ou nem queira resolver. Afinal, após estes dez anos, o Monza hoje só perde em vendas para o Gol e o Uno.
Isso porque, mesmo equipado com os principais opcionais, ainda fica numa faixa de preço pouco menos que a de seus maiores concorrentes _o Santana GL 2000, o Versailles 2.0 GL e o Tempra 2.0_, que só agora irão ter a opção da injeção eletrônica. O consumidor deve ter em mente que, mesmo saindo de linha daqui a dois ou três anos, ele ainda é um carro que dá status e obtém ótimo valor de revenda.
Ficha técnica
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Os números do teste
.Consumo a velocidade constante (km/l)
Velocidade indicada (km/h) |
Marcha usada |
Consumo (km/l) |
| 80 | 5ª | 13,05 |
| 100 | 5ª | 11,96 |
| 120 | 5ª | 10,31 |
Consumo médio (km/l)
Na cidade |
8,77 |
Na estrada (carregado) a 100 km/h |
11,82 |
Na estrada (vazio) a 100 km/h |
12,04 |
Aceleração (tempo em segundos)
| Var. velocidade real (km/h) | Tempo (s) |
| ...........................0 - 40 | 2,89 |
| ...........................0 - 60 | 4,97 |
| ...........................0 - 80 | 7,89 |
| 0 - 100 | 11,71 |
| 0 - 120 | 16,60 |
Distância percorrida (metros)
| Tempo (s) | |
| 0 - 400 m | 18,00 |
| 0 - 1000 m | 33,33 |
Retomada de velocidade (tempo em segundos)
Var. velocidade real (km/h) |
Marcha usada |
Tempo (s) |
| 40 - 60 | 5ª | 8,80 |
| 40 - 80 | 5ª | 17,00 |
| 40 - 100 | 5ª | 24,82 |
| 40 - 120 | 5ª | 33,58 |
40 - 1.000 m |
5ª | 40,29 |
| 172,2 |
Espaço de frenagem - sem travamento das rodas (metros)
| Var. velocidade real (km/h) | Distância (m) |
| ..40 - 0 | 7,6 |
| ..60 - 0 | 17,2 |
| ..80 - 0 | 30,6 |
| 100 - 0 | 47,8 |
| 120 - 0 | 68,8 |
Espaço de frenagem - com travamento das rodas (metros)
| Var. velocidade real (km/h) | Distância (m) |
| ..40 - 0 | 8,2 |
| ..60 - 0 | 18,5 |
| ..80 - 0 | 32,9 |
| 100 - 0 | 51,4 |
| 120 - 0 | 74,0 |
Nível de ruído - dB (A)
| Velocidade real (km/h) | Marcha usada | dB (A) |
| 0 | ponto morto | 53,2 |
| 80 | 5ª | 61,6 |
| 100 | 5ª | 67,0 |
| 120 | 5ª | 70,1 |
