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A reportagem a seguir foi cedida e autorizada pela revista "Quatro Rodas" para publicação exclusiva no Monza Clube. Aproveite para visitar o site da revista clicando na imagem ao lado. |
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O novo estilo Monza |
(Edição nº 364, publicada em novembro de 1990) |
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Frente baixa e comprida. Parece que nenhum carro vai escapar à essa tendência mundial de estilo. Agora foi a vez do Monza aderir à moda e se apresentar para o ano de 91 com profundas mudanças de estilo, que aumentaram seu comprimento total em mais de 12 cm, embora a distância entre eixos tenha ficado a mesma. A intenção foi atualizar o Monza para enfrentar a concorrência imposta pelos gêmeos Apollo/Verona e pelo novo Santana que deverá sair nos primeiros meses do ano. As modificações atingiram as três versões do Monza _SL, SL/E e Classic. A frente ficou 8,5 cm mais comprida e ligeiramente mais baixa, melhorando a penetração aerodinâmica do carro. Pára-choque, grade, faróis, lanternas de sinalização, capô e pára-lamas tambêm são totalmente diferentes. O resultado deixou o Monza muito parecido com o Vectra, numa atualização tão eficiente quanto necessária, já que ele não sofria mudança visual desde o seu lançamento em 1982. A única diferença entre a frente do SL/E e a do Classic, é que a versão mais luxuosa recebeu faróis auxiliares de neblina embutidos no defletor inferior do pára-choque.
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No modelo Classic, top da linhas, as rodas de liga leve são de ano 14, com novo desenho, e os pneus são da série 65, de perfil mais baixo. Com isso, a estabilidade foi ligeiramente melhorada, sem prejudicar o conforto. Também pensando no conforto, o sistema de direção hidráulica está mais macio, mas pouco progressivo: mesmo em alta velocidade, o sistema continua leve demais, passando uma sensação de insegurança ao motorista.
Outra novidade foi o sistema de injeção eletrônica de combustível, oferecido opcionalmente para o modelo Classic, que passa assim a substituir o 500 EF. E ao fazer a opção pela injeção, o consumidor leva junto uma outra novidade da linha 91, exclusiva do Classic: o painel digital, muito bonito e eficiente. No SL/E continua o mesmo.
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As alterações estilísticas melhoraram sensivelmente o Cx (coeficiente de penetração aerodinâmica). Antes de 0,39, o Cx do Monza baixou para 0,34 no novo modelo, um índice muito próximo do Kadett. Pelo menos teoricamente o novo Monza deve andar um pouco mais do que o modelo anterior, com índices de consumo menores. Mas isso só saberemos quando o carro estiver disponível para um teste completo.
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Monza: primeiro ou segundo
O Monza nasceu em abril de 82, com perfil hatch e três portas, para competir com o Passat. Mas foi apenas depois do surgimento da versão de três volumes, e com duas ou quatro portas, que o carro caiu no gosto do brasileiro. A partir de 83 ocupou sempre os primeiros lugares na lista dos mais vendidos. Já em 84, passou a ser o carro nacional mais vendido, repetindo o feito em 85 e 86. Desde 87 mantém o segundo lugar, perdendo apenas para o Gol, um carro vendido a um preço bem mais baixo.As previsões para 90 eram de encerrar o ano como o segundo mais vendido, e a versão nova deverá encerrar 91 com cerca de 70.000 unidades, o que manterá o Monza, na pior das hipóteses, no mesmo segundo lugar.
