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Antes de se adquirir um Monza, leia algumas informações essenciais, itens que este carro tem de especial e que devem ser analisados antes de comprá-lo.

Verifique as juntas da tampa de válvulas e a do cárter. Estas juntas foram lançadas em borracha e, com o tempo, acabam ressecando, ocasionando um vazamento de óleo. Nada grave, mas já é algo a ser analisado.

Talvez, um dos defeitos de fabricação do Monza está relacionado à forração do teto, que tende a se soltar. Os modelos antigos não tinham esse problema mas, nos modelos a partir de 1991 (quando foi lançado o teto pré-moldado), apesar de dar um acabamento melhor, esta "queda" do teto venha a ocorrer. Fato característico, também, em algumas versões do Omega.

Faça uma análise criteriosa na suspensão. Os pivôs costumam apresentar uma certa folga após determinado tempo. Não é pra menos, devido às condições de nossas ruas.

Taxistas consultados, disseram que o motor de seus carros já passou, tranquilamente, dos 200.000 km sem ter nenhum tipo de aborrecimento. Portanto, procure adquirir seu futuro Monza, de preferência, de um particular de boa procedência.

Outro item fundamental que deve ser checado são as partes internas dos paralamas dianteiros, pois estes podem trazer vários "dados" sobre o carro, tais como: se ele estiver com marcas de pintura que não seja original, ou marcas de pneu, pode ser uma indicação de que o carro tem, ou teve, algum tipo de avaria na suspensão. Quando você sofre alguma colisão a roda tende ir para trás ou para o lado, entrando em atrito com a lata do paralama e, sem dúvida, a suspensão é a parte mais  "chata, difícil e cara". Também é importante verificar o carro por baixo para averiguar possíveis soldas de carcaça que não sejam originais.

Dicas enviadas por leitores do Monza Clube

Data da publicação: 20/07/2000
Colaborador: Marcos Vinícius Pereira Monteiro (Rio de Janeiro, RJ)

Não há nada mais desagradável do que parar o veículo, desligar o ar-condicionado e torcer por consequências menos piores, quando há um aquecimento registrado no painel. Tal ocorrência, em caso de aquecimento excessivo, pode gerar custos enormes. Um radiador novo, do modelo 2.0 EFI a gasolina (com ar) gira em torno de R$ 270; um cabeçote novo, em média, R$ 700, e por aí segue. Mas, infelizmente, aconteceu comigo e fiquem alerta: se a tampa do reservatório de reposição de água estiver danificada, o carro ferve. Digo isso porque, após verificar que o radiador não tinha problemas, a bomba d´água idem, o cabeçote sem avarias e as mangueiras em perfeito estado, só restou checar a tampa do reservatório em questão que, segundo o mecânico, estava avariada. Comprada por R$ 11 numa concessionária, foi reposta no lugar evitando, assim, uma parada demorada e dispendiosa para "reparos". Então amigos, olho vivo, porque o descuido, ou a má-fé, pode levá-los a um gasto desnecessário.

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Data da publicação: 30/03/2000
Colaborador: Mauro Cesar Teixeira Mendonça (Brasília, DF)

Não sei se o problema é genérico, mas acabei com um cabeçote na estrada devido ao mau funcionamento da válvula termostática. Tenho um Monza 2.0 à alcool, diga-se de passagem um foguete, e ao ultrapassar alguns carros, notei que o marcador de temperatura subiu desesperadamente (nunca deixe de olhar esse marcador, é o mais importante na estrada) e não pensei duas vezes: parei no acostamento e, para a minha surpresa, havia estourado, do início ao fim, uma das mangueiras. Esperei o carro esfriar e não mais consegui fazê-lo pegar. Empenou o cabeçote, pois a válvula termostática travou e o resto foi consequência. Como havia comprado esse carro de um senhor, a válvula era original após 8 anos de utilização, cerca de 70.000 kms. Todos os Monzas que compro, atualmente tenho 2, troco: a válvula, todas as mangueira e bracadeiras, bem como verifico se as "cebolinhas" estão com suas referências em graus corretas para o tipo de motor e funcionando. E, após a limpeza do sistema com a colocação de 40% de aditivo, nunca mais tive problema com temperatura do meu Monza, mesmo em altos regimes. Outra opção que faço é o uso de óleo semi-sintético, utilizo-o  por cerca de 8.000 km a cada troca. É mais caro, porém roda mais e óleo é muito mais barato que um motor. Por fim, os outros itens de desgaste natural como: correia dentada (também detona o cabeçote se partir); verificar o nível do óleo da caixa de marcha (somente complete-o, não necessita trocar, veja o manual); pivô da balança (bate um pouco a melhor suspensão do Brasil); tirar vazamentos do cárter, tampa do cabecote, anel do distribuidor e junta da bomba de gasolina, enfim ações muito baratas. Fazendo analogia à revista: "faça você mesmo, é fácil". Um abraço e coloco-me a disposição para a troca de experiência com monzeiros através de meu e-mail: mcesar@abc.mre.gov.br

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Data da publicação: 16/03/2000
Colaborador: Ricardo Fernandes (São Paulo, SP)

Ao adquirir um Monza, não deixe de trocar a correia dentada. Caso a mesma venha a se romper, o cabeçote do veículo ficará comprometido. Verifique o nível do óleo. Se estiver abaixo do ideal, principalmente se for óleo novo, desconfie. Também olhe o escapamento para ver se o mesmo não está encharcado de óleo. Desligue o motor, espere alguns segundos e ligue-o novamente. Caso o escapamento esteja emitindo uma fumaça "azulada", a provável causa pode estar no cabeçote. Se o carro continuar soltando fumaça após um certo tempo ligado, o motor estará com sérios problemas e, muito provavelmente, na parte de "baixo", onde o conserto é bem mais caro (não confunda fumaça branca dos carros a álcool com fumaça "azul", indicando que o veículo está queimando óleo). O motor do Monza, estando em bom estado, não baixa uma gota de óleo _ao contrário de muitos carros 0 km que já baixam óleo (até 1 litro a cada 1.000 km) ao sairem da concessionária. Verifique o nível da água do sistema de arrefecimento. Estando muito baixo pode haver vazamentos ou, até, um descuido do proprietário. O nível não deverá estar marcando abaixo do mínimo (com o carro frio) e nem acima do máximo (com o carro quente). Checar, também, se o motor não está misturando água no óleo. É muito fácil de perceber isso: a água não se mistura com óleo, então, ao remover a vareta, dá pra ver claramente se existe água no cárter. Isso é mortal para o motor e um indicativo de sérios problemas. Cheque se todos os itens elétricos estão funcionando perfeitamente (faróis, desembaçador do vidro traseiro, travas etc.). Primeiramente verifique a caixa de fusíveis: ela deverá estar bem presa e firme. Retire os relés e veja se há muita ferrugem nos contatos (zinabre). Havendo grande quantidade de emendas e excesso de fita isolante, desconfie. A parte elétrica do veículo deve ter sido muito mexida e o serviço muito mal feito, pois não se usa fita isolante mas, sim, ponte de terminais ou acopladores com isolação. Verifique o aquecedor do vidro traseiro. A maioria das pessoas não olha isso e o mesmo faz muita falta em dias de chuva. Mesmo se o vidro não estiver embaçado, ligue o desembaçador e veja se o vidro aquece. Não aquecendo, pode ser o relé ou pior: o problema está no contato elétrico do vidro traseiro! Aí, só trocando o vidro. Tente olhar por baixo do carpete do carro para ver se não há sinais de lama ou coisas do gênero. Remova levemente uma das guias de fixação do carpete da porta. Assim você ficará sabendo se o carro enfrentou alguma enchente.    Estando realmente disposto a comprar o carro, uma boa idéia seria levá-lo para um check-up no alinhamento e balanceamento. O custo será relativamente baixo (em torno de R$ 35,00) e você poderá descobrir (caso existam) vários problemas na suspensão. Se o carro der alinhamento, ótimo! Caso apresente alguma dificuldade em balancear determinada roda, a mesma poderá estar empenada ou algo parecido. Outra probabilidade poderá ser que o pneu contenha alguma deformação que impeça o serviço. Mesmo que você gaste dinheiro com estes serviço, pelo menos, o carro estará alinhado e balanceado.

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