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Data da publicação: 27/02/2004 |
| Autor: Nelson Ocanha (São Paulo, SP) |
Lendo o problema de aquecimento relatado, vou descrever o ocorrido em meu Monza Classic SE 2.0 EFI 1992, equipado com câmbio automático. Num belo dia notei que o carro aquecia demais com o ar-condicionado ligado e, inclusive, chegando a cortar a ignicão.
Após checar a parte eletrônica, tudo estava funcionando perfeitamente. Na ocasião, o veículo encontrava-se com apenas 40.000 km. Por indicacão, fui informado que os modelos automáticos aqueciam muito e a solucão seria instalar o radiador do Kadett modelo exportacão, o qual possuía uma colméia mais espessa.
Com muito trabalho instalei o radiador. Mas a solução durou pouco tempo e logo o carro comecou a aquecer novamente _sempre no trânsito com o ar ligado ou em uma subida, o que sugeria um esforço ou falta de troca calórica.
Solucão: instalei uma segunda hélice elétrica do Suzuki Swift _pequena mas muito potente.
Novamente, sem solução. O motor sempre estava com as duas hélices ligadas mas a temperatura não baixava.
Cansado, desisti e encostei o carro por uns dois anos. Após esse período fazia falta um terceiro carro em casa e reativei o Monza com uma nova bateria. Logo em seguida o aquecimento voltou a ponto de derreter o chicote que passa atrás do motor. Nesse tempo, aconteceu um pequeno acidente ao fazer uma manobra: uma pedra grande destruiu o silencioso intermediário (central). Fui na mesma hora trocar o silencioso e, ao sair da loja, tive a impressão de sentir o carro mais potente e o ponteiro da temperatura não saiu do meio com o ar ligado. Também notei que o consumo caiu bastante.
Não tive dúvida: voltei na loja e abrimos o silencioso estragado. Uma parte interna deste se soltou e, consequentemente, tampava a saída dos gases. Principalmente nas subidas, onde a inclinacão do carro ajudava ainda mais a obstruir a saída.
Dica: caso o seu carro venha aquecer do nada e não houver motivo lógico, troque o silencioso ou, pelo menos, desmonte o sistema e faça um teste para ver se está tudo 100%. Esta dica é válida para qualquer veículo.
Data da publicação: 08/06/2000 |
| Autor: Carlos Mauricio Moura Farjoun (São Paulo, SP) |
A saga com o consumo de um Monza automático, a gasolina: comprei este carro (um Classic SE 1993 automático) em set/98. Logo de cara o achei muito gastão: fazia em torno de 6 km/l na cidade. O computador de bordo sempre errava para mais, indicando um consumo menor do que o normal (6,5 km/l) e, quando enchia o tanque, descobria que o carro tinha feito 6 km/l.
Sempre soube que o Monza não era econômico, mas, o que me causou estranheza, foi o fato de um amigo meu ter um Santana carburado, automático, que fazia entre 6,5 e 7 km/l. O Santana é mais pesado e, carburado, deveria consumir mais. Logo no primeiro mês tive problemas com o sensor MAP - Manifold Absolute Pressure (pressão absoluta no coletor), que foi trocado indevidamente, pois o problema, como eu descobriria depois, era o fio que saia do MAP.
Mandei limpar a injeção e trocar velas, filtros e o sensor CTS - Coolant Temperature Sensor (sensor de temperatura do líquido de arrefecimento), mas o consumo se manteve alto. Chequei a compressão dos cilindros: 180 psi nos quatro, o que indica um motor em ótimo estado. Seis meses depois, foi a vez do sensor TPS - Throttle Position Sensor (sensor de posição da borboleta) pifar. Com toda a injeção revisada, nada de o consumo baixar.
Cheguei a verificar o ponto, pois a polia dos Monzas, com o ar, se desloca, invalidando a marca de PMS nela, até descobrir que a referência na polia do comando e no bloco _quando da troca da correia dentada_ são 10 graus APMS _e nao PMS, como eu pensava. Isso tive que descobrir em uma oficina, pegando um virabrequim na mão, pois nem a GM soube informar. Acertado o ponto _com o mesmo consumo_, parti para as velas. Comprei quatro velas Green Plug e um jogo de cabos originais. O carro se transformou: ganhou força de repente e passou a consumir menos. O consumo foi para uns 7 km/l; uma boa melhora. O cabo do 2º cilindro estava com mau-contato e 20 kohms de resistência, o que causava o consumo excessivo.
O computador ainda continuava com erro. Não liguei muito, pois pensava que o cálculo do consumo de combustível era baseado em algum sensor de fluxo, sempre sujeito a erros. Um dia, "caiu-me" nas mãos um manual técnico completo de reparo da injecao Multec 700 (as EFI dos Monzas/Kadets). Esses manuais de serviço deveriam ser vendidos ao público, em vez de serem exclusivos de oficinas. Neste manual descobri que o computador recebia da injeção os sinais de distância e de combustível injetado. Aí mudei de opinião: um computador não poderia calcular errado; estava sendo injetado mais combustível do que a injeção mandava.
Mandei verificar a pressão na linha de combustível e não deu outra: 2,2 bar (contra a especificação de 2 bar da GM). Regulada a pressão na linha, o consumo se reduziu um pouco mais, ficando em 7,5 km/l. O computador passou a indicar corretamente o consumo, com um precisão impressionante: errando, às vezes, no máximo 0,1 km/l.
Logo depois pifou a ventoinha, o que fez o carro superaquecer umas quatro vezes. Depois de um superaquecimento, o motor, milagrosamente, ficou mais suave. A única explicação é que se formou carbonização no 2º cilindro no tempo em que o cabo estava ruim e o superaquecimento teria queimado essa carbonização, restaurando o equilíbrio do motor. Trocada a ventoinha, cessaram os problemas de superaquecimento.
Atualmente, o motor está muito suave, o carro faz por volta de 8 km/l na cidade, o que considero econômico para um carro automático e com motor 2.0. Custou, mas resolvi o problema.
