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Troca de pastilhas e fluido de freio |
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5) Com tudo limpo, observe o estado das peças em geral e sobretudo do disco de freio. Muitas vezes, principalmente quando a troca de pastilhas foi muito adiada, o disco de freio pode ter sofrido um desgaste acentuado. Observam-se entâo, riscos acentuados ou até mesmo empenamento, que só poderão ser resolvidos através de uma retifica, ou em casos extremos, até mesmo sua troca completa. A retifica poderá ser feita em casas de autopeças que dispõe de equipamento apropriado.
6) Como as pastilhas novas tem maior espessura, é preciso recuar o(s) pistão(ões) da pinça, usando uma chave de fenda grande. Introduza a chave de fenda no interior da pinça e faça uma "alavanca" entre a pinça e o pistão. Um pouco de força e o pistão já está recuado, deixando espaço para as novas pastilhas. 7) Antes, porém, é aconselhável limpar as bordas da pastilha nova, para facilitar sua movimentação dentro da pinça. Isso também evita ruídos e diminui o tempo de assentamento da pastilha e do disco. Monte as pastilhas, coloque os pinos, molas e os grampos. Em caso de dúvida na montagem, pode se observar a roda oposta (que ainda não foi desmontada). 8) Em alguns tipos de freio, principalmente em carros mais atuais, a pinça de freio pode ser do tipo flutuante. Sua manutenção é muito fácil. A pinça, neste caso, é constituída por daos partes; um corpo fixo preso à suspensão, que serve de sustenção para a parte móvel. Esta, por sua vez, contém as pastilhas de freio e o(s) pistão(ões), que, por serem móveis, comprimem as pastilhas contra o disco de freio. 9) Para desmontá-la observe sua fixação e construção. Em geral existem dois grandes parafusos (em geral de 15 a 19 mm) que prendem todo o conjunto a suspensão e dois parafusos menores (que podem ser de pequenas dimensões, tipo 10, 13 mm ou mesmo allen). Estes pequenos parafusos prendem a parte móvel com a fixa, unindo as duas partes da pinça.![]() |
10) Antes de retirar a parte móvel da pinça (soltando os parafusos pequenos), observe a existência de algum tipo de trava. Arame, grampos e outros tipos devem ser removidos usando uma pequena chave de fenda. Retire os parafusos, puxe a parte móvel da pinça (pode-se dar leves pancadas com o cabo de um martelo) e retire as pastilhas. Depois de limar as bordas da pastilha nova, é preciso recuar o(s) pistão(ões). Para isso, prenda novamente a parte móvel da pinça (sem pastilhas), introduza um chave de fenda grande e recue o(s) pistão (ões). Retire novamente a parte móvel, introduza as pastilhas novas e remonte tudo. Não esqueça das travas, grampos ou arames (se tiver).
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11) Agora, aproveite para trocar o fluido de freio. Leia com atenção o manual do proprietário e observe a periodicidade da troca. Em geral, deve-se trocar o fluido de freio a cada ano, ou 10.000 km. Escolha marcas conhecidas, ou as recomendadas pela montadora do seu automóvel. Não faça economia e, de preferência, escolha fluidos de classificação Dot 3 ou Dot 4. Em especial, pode-se encontrar algum fluido de freio com denominação Dot 5, importado.
12) Comece o serviço pela roda mais distante do cilindro mestre, em geral a traseira direita. Coloque uma pequena mangueira no bico do sangrador e abra-o (soltando-o), usando uma chave de boca de pequena dimensão (de 8 mm, geralmente). Peça para um ajudante ir bombeando o pedal de freio, enquanto o reservatório do cilindro mestre deverá ser abastecido com fluido novo. O término desta operação será caracterizada quando, pela mangueira ligada ao sangrador, sair fluido novo, ou seja, fluido de cor mais clara. O fluido de freio velho tem cor escura.![]() |
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13) Depois que o circuito já estiver lavado (saindo fluido de freio novo), feche o sangrador, peça para o ajudante bombear o pedal e, depois, segurá-lo acionado. Então abra o bico sangrador. Refaça esta operação (bombear o pedal com o sangrador fechado, segurar o pedal pressionado até o fundo, abrir e fechar o sangrador), até que não existam mais sinais de bolhas de ar. Cuidado, pois o sangrador é uma peça frágil e que pode se romper quando muito apertada. Refaça esta lavagem-sangria em todas as rodas restantes, sempre partindo da roda mais distante até a mais próxima em relação ao cilindro mestre. Atenção especial às pinças de freio duplas, inexistentes em carros nacionais, mas comum em importados, principalmente nos esportivos. A pinça de freio dupla apresenta dois sangradores, já que na prática são duas pinças em um único corpo. Neste caso é preciso fazer sangramento nas duas faces da pinça, abrindo os dois bicos sangradores.
Pronto, basta agora uma periódica revisão, a cada 5.000 km, e cuidado com as primeiras freadas, já que as novas pastilhas ainda não estão devidamente assentadas ao disco, seja ele novo ou mesmo retificado.