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Revisão "de sábado" |
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O filtro de combustível, também de plástico, não deve estar muito amarelado, sinal de que já está há muito tempo em uso e provavelmente se encontra saturado, por isso, troque-o se for o caso.
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No carburador e filtro de ar, verifique se todas as mangueiras de vácuo estão devidamente conectadas (às vezes se soltam por trepidação ou são esquecidas soltas após algum serviço). Retire e dê uma checada no filtro de ar, examinando com atenção o estado do elemento filtrante. Como o papel microporoso usado atualmente é bem claro, um filtro escurecido éindicação que já se encontra saturado, devendo por isso ser trocado. Quando existe pouca sujeira, o filtro pode ser limpo com ar comprimido assoprado de dentro para fora.
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Continuando com as mangueiras, veja se a de vácuo do distribuidor está bem encaixada. Igualmente importante é a mangueira de grande diâmetro que conduz ar aquecido da região do coletor de escapamento para o filtro de ar, no bocal, que deve estar em bom estado e bem encaixada, possibilitando assim o envio de ar aquecido para o motor de acordo com o comando da válvula termopneumática (Thermac).
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Examine com bastante atenção o carburador quanto a vazamento de combustível, principalmente pelos diafragmas auxiliares. O diafragma do injetor, se está furado, deixa vazar combustível pelo braço de acionamento.
2) Ignição -- comece verificando o estado dos cabos de alta tensão, que levam corrente de alta voltagem da bobina para o distribuidor e deste para as velas. Os cabos não devem apresentar trincas ou rachaduras e precisam estar bem encaixados naquelas peças. Verifique também as conexões dos fios de bobina, principalmente se forem do tipo atual com encaixe tipo baioneta. Se estiverem folgados ou esbranquiçados (oxidação) a eficiência do sistema de ignição diminui, podendo provocar falhas de funcionamento do motor.
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Retire a tampa do distribuidor e verifique se os contatos internos não estão oxidados, com zinavre, inclusive a ponta do rotor ("cachimbo"). Para limpar, passe uma lixa nos contatos. Aproveite e acione o rotor com a mão, para ver se ele pode girar um pouco no sentido horário, contra uma pequena resistência de mola, para retornar à posição original quando solto. Dessa forma, sabe-se que o sistema de avanço centrífugo está funcionando corretamente. Se o avanço estiver emperrado, o distribuidor precisará ser desmontado para limpeza e lubrificação.
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Agora é omento de verificar o estado das velas de ignição. Comece retirando-as (com chave apropriada) com o motor frio. Depois de soltá-las em cerca de uma volta, limpe com um pincel em volta de cada uma para remover sujeira ou poeira acumulada nos alojamentos, para que não caiam dentro dos cilindros. O ideal para isso é utilizar ar comprimido. Em seguida retire-as completamente.
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Num primeiro exame, veja se os eletrodos ainda se encontram err condições, isto é, se não estão arredondados, o que significa ter a vela chegado ao final de sua vida útil. Nesse caso, devem ser trocadas. Mas, se não for esse o caso, a vela pode ser reaproveitada sem problemas, desde que limpa e recalibrada.
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Para limpar, basta remover os depósitos de carvão com uma ferramenta ponteaguda, com cuidado para não quebrar a cerâmica isolante que envolve o eletrodo central. Com pano, limpe bem a cerâmica externa, pois a umidade ali acumulada deixa a corrente soltar do terminal para o corpo da vela (é uma causa frequente de motores que não pegam bem quando frios). Agora é só regular a folga entre os eletrodos, que deve ser de 0,6 a 0,8 mm. Uma lâmina de serra serve como calibrador, caso você não tenha um jogo de lâminas-cálibre à mão.
Ao reinstalar as velas, faça-o inicialmente com a mão, e sem forçar, para evitar danos à rosca do cabeçote. Depois que a vela tiver sido rosqueada por varias voltas, use a ferramenta. Após encostar no fim da rosca, dê um aperto leve. Caso se tenha um torquimetro à mão, apertar com 2 a 3 kgf.m ou 14 a 22 lb-pé.
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3) Refrigeração -- verifique todas as mangueiras do sistema de refrigeração, até aquelas chamadas auxiliares, como aquecimento do coletor de admissão e do aquecedor (ar quente). As mangueiras devem ser elásticas ao toque e não apresentar rachaduras ou trincas. Com uma chave de fenda verifique o aperto das braçadeiras, mas sem exagerar. A água no radiador ou no vaso de expansão deve estar clara e sem cor de ferrugem. Se não for o caso, é conveniente trocar a água toda, adicionando depois o aditivo recomendado por cada fabricante ou simplesmente etilenoglicol.
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Examine com cuidado a correia do gerador/bomba d´água quanto a ressecamento, desfiamento e cortes. Se estiver em mau estado, troque-a. Estando boa, confira sua tensão (deve ceder 1 mm no trecho mais longo).
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Se for necessário, proceda ao seu esticamento, soltando a porca do esticador sobre o gerador (alternador) e movendo-o na direção que leve à maior tensão da correia. Em Fusca e Gol,com motor "a ar", o ajuste é feito por meio da polia regulável em distancia entre as faces do "V" da polia, retirando ou colocando as arruelas existentes para esse fim, após soltar a porca da polia. Menos arruela, mais tensa fica a correia.
4) Acessórios ao motor -- é cada vez maior o número de carros com direção assistida (hidráulica) e ar-condicionado. Esta direcão depende do funcionamento de uma bomba hidráulica, acionada por correia (trapezoidal) a partir do virabrequim. O ar-condicionado tem um compressor, que é acionado da mesma maneira. Portanto, suas correias precisam da mesma atenção dispensada à do gerador/bomba d'água, tanto em verificar seu estado como controlar sua tensão.
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No sistema de direcao hidráulica, verifique o nível do reservatório segundo as marcas existentes, e adicione fluido se necessário (fluido tipo A), o mesmo usado nos câmbios automáticos. Aproveite e dê uma olhada nas mangueiras de óleo entre bomba e caixa de direção. Finalmente, a olhada geral quanto a vazamentos de óleo de motor, como cárter, tampa de válvulas e filtro de óleo, aproveitando para ver como está o nível de óleo.
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É assim que, após uma tarde de sábado, o seu automóvel estará em condições de prestar um serviço ainda melhor e não precisará nem ter o capô aberto quando for reabastecer.
Regular o "ponto"
Regular o ponto, maneira popular de dizer "ajuste da avança inicial de ignição", requer um certo conhecimento e, nos motores com ignição eletrônica sem platinado, equipamento especial (lâmpada estrabascópica). Essa lâmpada torna a operação muito simples e rápida, com precisão. Como é difícil ter uma em casa, o jeito é usar outra metodologia de regulagem: a do ouvido e da sensibilidade.
Com o motor funcionando em marcha-lenta, e depois de soltar a fixação do distribuidor, permitindo que ele seja girado, vá movimentando bem devagar o distribuidor no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, que corresponde a avançar a ignição. Percebe-se que o motor vai aumentando a rotação, depois estabiliza e a seguir começa a ocorrer funcionamento áspero, podendo até haver ligeira diminuição de rotação. A partir dessa posição do distribuidor, gire-o de volta (sempre devagar) até que a aspereza desapareça, sem haver redução de rotação do motor. Fixe o distribuidor e saia para um teste. Se não for escutada "batida de pino" (detonação) em terceira e acelerando forte, entre 30 e 60 km/h, o ajuste foi correto. Caso contrário, atrase ligeiramente a ignição. Lembre-se que o movimento do distribuidor é sempre pequeno, em torno de 10 graus, o que representa 20 graus de movimento do virabrequim do motor. Portanto, um "toque de nada" mexe com o ponto em quatro ou cinco graus.
