O Monza Limousine (Avallone)
novamente esteve presente a mais um evento do Monza Clube.
Confira, a seguir, informações relacionadas ao
veículo, publicadas pela revista Quatro Rodas na década de 80, e imagens do Monza
Limousine/Avallone quando de sua participação nos eventos do Clube.
Pode ser que você tenha vontade,
algum dia, de dirigir o Monza Limousine/Avallone. Não há problema: fora o comprimento
_importante nas curvas e na hora de estacionar_, não é muito diferente de dirigir um
Monza normal.
Mas o melhor do Monza Limousine/Avallone é mesmo o
banco de trás. São 63 centímetros extras de espaço para as pernas. E outros
centímetros extras dos lados, porque o banco inteiriço do Monza original foi removido e
substituído por duas confortáveis poltronas.
Há lugar para bebidas, aparelhagem de som,
telefone, cortinas _conforto e privacidades. |
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Não há, portanto, a menor dúvida
de que, ao projetar a transformação, a preocupação da Avallone era o conforto. A
substituição do banco único pelas duas poltronas deixa isso bem claro: poltronas de
grossa camada de espuma de borracha moldada, que acomoda bem qualquer pessoa. Entre as
duas poltronas, no espaço que restou, foi construído um console fixo, em chapa de metal.
Nesse console ficam todos os comandos: vidros acionados eletricamente, instalação de
som, ar-condicionado. Acima do console, o telefone. Diante das poltronas, nas laterais do
carro, estão embutidos _um de cada lado_ dois bares, com lugar para garrafa, recipiente
de gelo e copos.
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Sobre o túnel, no assoalho, ficam
os dois assentos de emergência; normalmente, eles estão de pé, mas podem ser basculados
para acomodar amigos extras ou para apoiar os pés. O acabamento de todo o compartimento
é luxuoso: tem couro natural nos assentos, uma faixa lateral em mogno, carpetes altos. E
tudo isso reforçado pelos painéis fono-absorventes cria um ambiente muito agradável. A
temperatura, graças ao ar-condicionado, é constante. O nível de ruído é mantido em
limites bem reduzidos e adequados ao veículo. As cortinas asseguram a privacidade, caso
necessário. Naturalmente, este ambiente interno pode ser modificado à vontade. Tudo
depende do gosto do cliente. |
Finalmente, o vidro que separa os
passageiros do motorista (e eventual acompanhante de segurança) é acionado
eletricamente, também a partir do controle central. Com o vidro abaixado, pode-se
utilizar a limousine como um veículo normal de quatro portas. Não muito normal, é
verdade.
O projeto da Avallone tomou um
princípio básico: transformar um sedã em limousine utilizando apenas peças de linha
_até onde fosse possível. Isso permitiria maior racionalização na construção e muita
facilidade para os clientes na hora de um eventual conserto. Nada disso seria possível em
uma construção artesanal. Assim, as laterais que tornam o Monza maior são, na verdade,
outras duas portas traseiras, compradas em qualquer loja de peças de concessionárias
General Motors. O teto completo tem a mesma função: alongar o carro. As borrachas dos
vidros são as de série. A Avallone, entretanto, não podia conseguir tudo com essa mesma
facilidade. Por isso, o piso e o túnel central são construídos na oficina da empresa,
em Interlagos, São Paulo. |
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De qualquer modo, estas duas partes
novas da carroceria tinham mesmo de ser especialmente projetadas. Quando se mexe numa
estrutura monobloco, como a do Monza, é preciso levar em consideração os esforços de
torção a que o conjunto pode ser submetido. Para isso, portanto, a parte que fica abaixo
das portas e junto ao teto foram reforçadas: na prática, construiu-se uma gaiola de
aço; a divisória entre passageiros e motorista é a parede principal e seu ponto de
apoio. Houve, é claro, um aumento de peso _cerca de 100 quilos a mais, em relação ao
sedã de série. Mas, como a utilização normal deve ter um passageiro a menos (na
verdade, presume-se andar com três pessoas: motorista e dois passageiros), não se julgou
necessário modificar a parte mecânica _nem o motor nem a suspensão.
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Ao volante do Monza
Limousine/Avallone, não há muitas surpresas. A visibilidade é praticamente a mesma; a
resposta do motor 1.8 a álcool é igual; a mesma sensibilidade da direção (o sistema
hidráulico a torna bem leve). O sistema de freios não parece sobrecarregado e atua
normalmente, bem como a suspensão, que absorve bem as irregularidades da pista.
Sem falar na hora de estacionar, a grande diferença
do Monza Limousine em relação ao carro normal é a estabilidade _o que era de se esperar
num carro com maior distância entre eixos. A estabilidade aumenta nas curvas de grande
raio; e diminui nas curvas fechadas. |
Mas, considerando-se que não há
qualquer pretensão esportiva, a estabilidade é boa. Naturalmente, o melhor mesmo é
viajar atrás e deixar o problema de dirigir para o motorista. Lá atrás, com os vidros
fechados e o ar-condicionado em ação, quase sem ruído, perde-se até a noção da
velocidade. A impressão é que se roda mais devagar, embora as viagens pareçam curtas.
Tudo isso, é claro, foi planejado para poucos. Na verdade, mesmo feito com peças de
linha, o Monza Limousine/Avallone é um carro único, quase sob medida.
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