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Fábio "dirigindo" o último Monza produzido
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Monzeiro: Fabio Célio Ramos (São José, SC)

Modelo: Monza Classic SE 2.0. Ano-modelo: 1988. Combustível: álcool. Equipamentos e acessórios: completo de fábrica.

 

 

 

 

 

 

 

Olá! Me chamo Fábio Célio Ramos, moro em São José, que é do ladinho da capital do Estado de Santa Catarina (Florianópolis). Tenho um Monza Classic SE ano e modelo 1988, quatro portas, a álcool. Diga-se de passagem um belo e bom carro.

Mas vamos ao que interessa. Este é o meu relato da viagem para o 1º Encontro Nacional do Monza Clube.

Sai de Florianópolis por volta das 19h do dia 15 de agosto de 2003 com destino a São Paulo. Até ai tudo bem mas, ainda, não tinha tomado consciência da distância entre as duas capitais. Cheguei em São Paulo por volta das 6h40 da manhã do dia 16 de agosto (dia do encontro).

Vim dormindo a viagem toda pois, ao sair de Florianópolis, o nosso "piloto" colocou uma fita de VHS para assistirmos: Charles Bronson!!!! Dormi até Curitiba!!!

Fizemos parada rápida para um lanche. Afinal de contas ninguém é de ferro. Comi uma coxinha, dois pastéis, tomei uma Coca e R$1,50 de bala!! Hehehehe, eita viagem longa!!!

Já dentro do ônibus me veio um sentimento que há muito tempo não sentia: era medo de ir até São Paulo, pois não tinha a mínima noção de como chegar, quem encontrar e como me dirigir até o local do encontro!!! Mas este medo durou até chegarmos na rodoviária do Tietê. É, digo que durou até lá, pois comecei a sentir pânico mesmo. São Paulo é imensa!! E eu acostumado a Florianópolis, cidade em que para chegarmos ao centro basta alguns minutos a pé ou, para se orientar, basta olhar para o "Alto do Morro da Cruz" e pronto. Me senti um minúsculo peixe fora do aquário, mas tudo bem. Como a minha chefe costuma dizer, "Tudo pelo movimento"...

Até este momento eu ainda estava dentro do ônibus olhando para fora. Quase que não desço _pois não tinha acabado de rezar o terço!!! Hehehehe... Finalmente desci e fui tentar encontrar o meu, o nosso amigo Juraci, que até às 7h estaria no portão 40.

Bem, uma hora depois, já quase as 8h, e nada do Juraci chegar. Então, tomei a decisão que poderia mudar a minha vida: resolvi ir na cara e na coragem! Andei mais uns 30 minutos dentro da rodoviária (que para mim mais parecia ser um aeroporto, era imensa!) até chegar na estação do metrô. Até aí tudo bem! Graças a uma atendente e dois "tios" da limpeza descobri que deveria pegar um metrô que passaria por alguns bairros até chegar na Pompéia. Detalhe: a gente escuta falar e vê na TV tanta coisa sobre Sampa que dá medo. Eu estava agarrado à minha bolsa como uma criança a um doce. Desci na estação e me senti como aquela fase do "Duke Nukem", pois não havia uma alma viva para me dar uma informação. Tomei uma lotação (ônibus para quem não sabe), rodei quase uns 30 minutos até ver o tal do Sesc Pompéia. Desci e, no outro lado da rua, lá estava a tal Kalunga. Pensei comigo: "não tem erro, é por aqui mesmo"!

Após uns 5 minutos a pé avistei a placa com os dizeres "1º Encontro Nacional do Monza Clube".

Daí pra frente foi só alegria! Todos estão de parabéns. William, você é fera mesmo amigo. Quem diria que um dia alguém iria pensar assim sobre os nossos Monzas: "Vou homenagear o meu carro criando um site na Internet". O que este cara fez foi uma reação em cadeia! Lançou um vírus que contaminou paulistas, cariocas, gaúchos, catarinenses, candangos, mineiros, soteropolitanos, entre outros!

Bem esta foi minha viagem a São Paulo. Adorei ter conhecido todos que estavam presentes no Encontro. O pessoal foi muito bacana e animado. Achei até engraçado pois, em algumas vezes que ficava parado em determinado lugar, sempre vinha alguém para me perguntar como foi a viagem e tudo mais. Em nenhum momento me senti desanimado ou chateado por ter feito esta "loucura". O companheirismo, abraços e, inclusive, as piadinhas que ouvi, me confortaram e me faziam pensar cada vez mais que não poderia ter perdido um encontro deste.

Bem, a volta... Quero agradecer mais uma vez ao nosso companheiro Delfim por ter me dado uma carona até a rodoviária e me apresentado, muito rapidamente, alguns pontos de São Paulo. Delfim, aquele abraço.

Peguei o ônibus por volta das 19h já com o meu estoque feito: uma caixa de Bis, algumas balas, 2 Todynhos e algumas balinhas de goma!! Hehehehehe. Não dei sorte de pegar o mesmo motorista na volta, mas parece-me que o bom gosto para filmes é contagioso entre eles. Assisti "Desejo de Matar 34" com, nada mais nada menos, Charles Bronson... Acho que dormi perto de Curitiba!!!

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